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Política Sexta-feira, 21 de Junho de 2024, 19:10 - A | A

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Sexta-feira, 21 de Junho de 2024, 19h:10 - A | A

PERDEU URGÊNCIA

Senadora diz que pressão contra "PL do Aborto" fez Lira repassar votação para 2º semestre

De acordo com Margareth Buzetti, a matéria não foi "enterrada", mas o presidente da Câmara precisou ceder e abrir espaço para discussão

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

A senadora Margareth Buzetti (PSD) disse que o coro contrário ao projeto de lei 1904/24, o "PL do aborto", enfraqueceu a tramitação da pauta e fez o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), repassar sua votação para o segundo semestre. A matéria equipara o aborto realizado a partir de 22 semanas ao crime de homicídio simples, mesmo em casos de estupro. Buzetti lembrou que Lira submeteu o pedido de tramitação em caráter de urgência, o que desabona a discussão em comissões, de forma obscura, e a votação foi feita em 23 segundos. Mas a pressão o obrigou a voltar atrás e, agora, o PL será debatido entre os deputados federais. 

LEIA MAIS: Buzetti e Janaína se manifestam contra projeto que equipara aborto a homicídio em casos de estupro

"Não sei se conseguiu enterrar, mas já não está com tanta urgência como estava. Ele vai ficar para discussão no segundo semestre. Vai passar por comissões, que é o certo, porque foi feito um requerimento de urgência e aprovaram em 23 segundos. Nem o número do PL a gente viu", falou a senadora à imprensa nesta quinta-feira (20).

Os deputados federais Abilio Brunini e Coronel Fernanda, ambos do PL, são co-autores do projeto em conjunto com outros 30 parlamentares. Mas até dentro do partido dos bolsonaristas há divergência. Nelson Barbudo (PL), recém-chegado à Câmara, posicionou-se contra a matéria. Ele disse que não apoia o aborto, porém, solidarizou-se com as mulheres vítimas de violência sexual. Contrariando Abilio e Fernanda, Barbudo disse que a pena do predador sexual deve ser aumentada e a vítima que opta pelo aborto não deve ser tratada como criminosa.

LEIA MAIS: Nelson Barbudo se manifesta contra "PL do aborto" contrariando Abilio e Coronel Fernanda

Embora a votação ocorra na Câmara, acabou sendo levada ao Senado por meio da contadora de histórias nascida em Cuiabá, Nyedja Cristina Gennaru Lima Rodrigues, de 50 anos, que encenou as reações de um feto durante um aborto. Buzetti acredita que o Parlamento não foi o local adequado para a perfomance. 

"Acho que cada um é livre para se expressar da maneira que quiser e entender, mas eu não sou obrigada a achar aquilo um máximo. É o que o presiente Rodrigo Pacheco falou: 'não é lugar para fazer encenação', pois lá é um Parlamento", destacou a senadora. 

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