A deputada federal eleita e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso, Rosa Neide, afirmou ter ficado “alarmada” com o medo relatado por moradores do bairro Pedregal, em Cuiabá, após a realização de uma operação da Polícia Militar motivada por denúncias de suposta coação eleitoral ao presidente Lula (PT), formalizada pelo prefeito Abilio Brunini (PL). A petista criticou a atuação ostensiva das forças de segurança na periferia e questionou a falta de provas públicas que, segundo ela, sustenta as acusações.
“Eu pessoalmente fiz uma volta no bairro, até porque eu resido próximo, e fiquei alarmada porque eu via, principalmente mulheres, algumas mulheres que eu procurei para conversar, o medo que elas estão em função desta medida tomada pelo governo e pelo prefeito da capital”, declarou em coletiva de imprensa, nesta terça-feira (13).
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A deputada também questionou a fundamentação das denúncias que levaram à mobilização policial. Ela afirmou não ter identificado, nas informações que consultou, testemunhas ou provas apresentadas publicamente pelo prefeito para sustentar a acusação de coação eleitoral.
“Muitas vezes a polícia é orientada por quem foca na periferia, foca no povo preto, foca nos jovens, no que tem uma tatuagem, foca nas pessoas pobres, nos problemas, e o prefeito Abilio não tem, pelo que eu já li e vi, nenhuma testemunha, nenhuma prova de que nada aconteceu e ele fez essa insinuação e chamou o governo do estado e colocou a polícia no bairro”, declarou.
A operação foi realizada após Abilio denunciar que moradores do Pedregal estariam sendo intimidados por integrantes do Comando Vermelho para impedir manifestações de apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). A Polícia Militar deflagrou a Operação Liberdade de Expressão na noite de 6 de outubro, com a participação de equipes da Rotam, Raio, Força Tática e BPMTUR.
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A dirigente também rebateu discursos que associam partidos de esquerda a facções criminosas, destacando que esse tipo de acusação desvia a atenção do debate sobre a violência e contribui para a intimidação de moradores das periferias.
“As pessoas, quando atribuem a relação a facções a nós de esquerda, é exatamente para criar uma névoa na sociedade. Porque a gente sabe de onde vieram as facções, de onde vieram as milícias, quem são as pessoas públicas deste país envolvidas, e quanto risco corre a sociedade e os bairros quando as pessoas intimidam aqueles e aquelas que são trabalhadores e estão todos os dias saindo de casa para ir trabalhar, intimidadas”, disse.
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