A deputada federal eleita Rosa Neide (PT) e a também candidata Dona Neuma (PV), representantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso admitiram falhas na comunicação com o eleitorado e alegaram que publicações de lideranças da centro-esquerda têm alcance inferior ao de conteúdos ligados à direita nas redes sociais. As declarações foram feitas nesta terça-feira (13), durante coletiva da Federação Brasil da Esperança e de partidos aliados, em Cuiabá.
O grupo afirmou que passou a acompanhar o desempenho das publicações digitais e que o assunto foi discutido com a Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook e Instagram. Segundo os representantes da campanha lulista, conteúdos de lideranças da centro-esquerda alcançariam cerca de 20% dos seguidores, enquanto publicações da direita teriam distribuição de até 100%.
“Os conteúdos, se chega 20% para quem é de centro-esquerda e entrega 100% para quem é de direita”, afirmou a deputada federal eleita Rosa Neide (PT).
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A representante também disse que a campanha passou a contar com acompanhamento tecnológico das publicações e alegou suspeitar de uma atuação coordenada de fora do país. Não foram apresentados, durante o trecho registrado, elementos que comprovem a suposta interferência externa.
Outra participante reconheceu que a divulgação das ações do governo federal e das propostas defendidas pelo campo progressista não teria alcançado o público como os aliados esperavam.
“Nós fomos deficientes, muitas vezes, dentro da comunicação, sim. E isso é notável”, afirmou Dona Neuma (PV), que também foi canditada a deputada federal.
A declaração foi feita durante uma discussão sobre a dificuldade de transformar ações de governos progressistas em reconhecimento eleitoral. Os participantes defenderam que a campanha precisa ampliar a circulação de informações e organizar melhor a atuação nas plataformas digitais.
A estratégia também inclui mobilizar apoiadores para compartilhar conteúdos e combater o que os representantes classificam como notícias falsas. A transcrição, porém, não permite confirmar com segurança todos os números citados pelos participantes sobre o tamanho da rede de mobilização.
A representante afirmou que a campanha nacional discutiu o alcance das publicações com a Meta e acompanha o comportamento dos conteúdos nas plataformas.
“Essas discussões foram feitas. Nós temos um grupo vinculado a um escritório de tecnologia que acompanha, minuto a minuto, as inserções nas redes sociais com força”, declarou Rosa Neide (PT).
Ela também alegou que a campanha identificou problemas que não teriam sido enfrentados com a mesma intensidade no primeiro turno. A gravação não inclui uma resposta da Meta às acusações, nem dados técnicos que permitam avaliar se houve tratamento desigual entre os grupos políticos.
A discussão sobre comunicação digital foi apresentada como parte da tentativa de ampliar a votação de Lula em Mato Grosso. Os aliados afirmaram que pretendem intensificar a mobilização nos municípios, estimular o compartilhamento de publicações e alcançar eleitores indecisos e pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno.
A campanha também pretende associar a disputa a temas como programas sociais, saúde, educação e direitos trabalhistas.
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