O deputado estadual reeleito, Dilmar Dal Bosco (União Brasil), afirmou que Eduardo Botelho (MDB) teria conquistado um novo mandato na Assembleia Legislativa (ALMT) se continuasse no União Brasil. Botelho recebeu 37.359 votos nas eleições de 2026, mas acabou como suplente. O União Brasil, por sua vez, reelegeu dois, Dilmar, que recebeu 56.294 votos, e Sebastião Rezende, com 32.108 votos.
Para Dilmar, a dificuldade de reunir candidatos em uma chapa competitiva comprometeu a possibilidade de ampliar a bancada. O deputado afirmou que ficou frustrado com o número reduzido de candidaturas proporcionais do partido, especialmente porque ex-governador e senador eleito, Mauro Mendes (União Brasil), presidia a sigla em Mato Grosso.
"Eu nunca escondi a minha tristeza de nós termos nove candidatos só para disputar uma eleição, onde tínhamos o governador do estado de Mato Grosso como presidente, e hoje eleito senador Mauro Mendes. Então, com nove nomes só disputando, lógico que é difícil", declarou Dilmar nesta quarta-feira (7).
Segundo ele, a expectativa inicial era de que o União Brasil conquistasse apenas uma cadeira na Assembleia. Com o avanço da campanha e o desempenho dos candidatos, ele passou a avaliar que seria possível eleger até dois - resultado que acabou se confirmando.
"Quando nós começamos o trabalho eleitoral que a lei permitiu para a gente sair pedindo voto, eu tinha a certeza, faltando 20 dias, que nós teríamos talvez só uma cadeira. Mas eu vi um crescimento e a continuação dos votos que eu tinha, das pessoas me apoiando. Vi que o Sebastião também aumentou um pouco a votação dele, pelo que eu percebia", disse Dilmar.
O deputado afirmou que chegou a antecipar a possibilidade de eleger dois representantes e avaliou que uma chapa mais numerosa poderia ter garantido uma bancada maior. "Se nós tivéssemos talvez com 15 candidatos, nós estaríamos, de certeza, com três deputados eleitos para estar defendendo dentro do nosso partido dentro da Assembleia", pontuou.
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Dilmar atribuiu parte das dificuldades à saída de lideranças e à desistência de possíveis candidatos durante a formação da chapa. Botelho deixou o União Brasil e se filiou ao MDB em uma articulação política que, conforme declarou à época o ex-governador Mauro Mendes, buscava facilitar a composição de chapas proporcionais mais competitivas.
Na avaliação de Dilmar, a votação obtida por Botelho demonstra que ele teria condições de conquistar uma das vagas caso continuasse na sigla.
"Teve pessoas como o próprio Eduardo Botelho, vê pela votação dele, se ele tivesse no União Brasil, estaria eleito também deputado estadual", afirmou.
O deputado acrescentou que a saída de nomes e a dificuldade de atrair novas lideranças reduziram as opções do partido na disputa.
"Nós saíram pessoas de dentro do nosso partido, pessoas que iam filiar, não filiaram, então teve muita dificuldade realmente para montar uma chapa que pudesse ter uma disputa boa, de nós termos no mínimo três deputados eleitos aqui no Parlamento", concluiu.
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