O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) isentou o senador eleito e ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) de responsabilidade pelo desempenho modesto da Federação União Progressistas nas eleições de 2026. Com uma chapa à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) considerada pouco competitiva, formada por apenas oito candidatos, a federação elegeu dois deputados. Dilmar e Sebastião Rezende (União Brasil) retornarão à Casa em 2027. Já Júlio Campos (União Brasil) obteve 18,5 mil votos, não conseguiu a reeleição e ficou como suplente.
Na condição de presidente do UB em Mato Grosso, Mauro bancou a articulação que implicou na desistência de parte dos candidatos, dividindo o grupo, quando optou por não apoiar a candidatura ao governo do senador Jayme Campos (União Brasil) para endossar a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Jayme pediu afastamento da executiva do partido para migrar ao palanque do senador Wellington Fagundes (PL), derrotado por Otaviano ainda no primeiro turno das eleições. A saída de Jayme enfraqueceu o grupo e parte dos candidatos preferiu não concorrer.
Dilmar, que é secretário-geral do UB, ficou responsável por indicar candidatos com potencial para puxar votos. Durante o período que antecedeu a campanha, ele apontava a dificuldade de trazer lideranças à sigla pela condição interna na agremiação. Mas, segundo ele, esse cenário ficou no passado e o partido deve olhar para frente, pensando nas eleições municipais de 2028 e na próxima disputa à AL em 2030.
"Eu não quero culpar ninguém. Eu acho que já aconteceu, não tem mais o que falar. Nós seguimos andando", disse Dal Bosco à imprensa nesta quarta-feira (7).
Além de não responsabilizar Mauro pela formação de uma realidade que levou a um cenário acirrado ao ponto dos pares se dividirem, ele destacou a federação conquistou vitórias importantes em outras esferas. Uma delas envolve Mauro. O ex-governador foi eleito ao Senado na primeira vaga e com votação recorde. Mendes recebeu 1.187.352 votos, o equivalente a 33,21% do total das urnas.
A ex-primeira-dama Virginia Mendes (União Brasil) também obteve sucesso na eleição. Ela foi a quinta mais votada com 102.120 votos e está entre os deputados federais eleitos. O deputado federal Fabio Garcia (União Brasil) garantiu a reeleição à Câmara com votação expressiva: 139.777 votos. E embora Otaviano esteja filiado ao Republicanos, o palanque da federação União Progressista contribuiu para ele chegar a 1.128.099 de votos.
"Estamos fazendo parte do governo do estado de Mato Grosso novamente. Foi definido isso. Nós vamos respeitar e trabalhar agora para que Mato Grosso continue crescendo", falou Dilmar.
O deputado estadual ainda negou alimentar mágoas contra o ex-governador. "Não, de maneira nenhuma", garantiu Dilmar.
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