Douglas Ruas (PL) foi declarado governador eleito do Rio de Janeiro neste sábado (10), após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) refazer a totalização dos votos do primeiro turno. Com a exclusão dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), cuja candidatura foi anulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ruas alcançou 50,88% dos votos válidos e garantiu a vitória sem necessidade de segundo turno.
Na apuração original, realizada após a votação de domingo (4), Ruas havia obtido 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes (PSD) terminou com 42,76%. Garotinho recebeu 3,17%, o equivalente a 274.411 votos, que foram inicialmente contabilizados, mas dependiam de decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
Na quinta-feira (8), o TSE determinou a anulação da candidatura de Garotinho e a desconsideração dos votos recebidos por ele. Com a nova totalização, Ruas passou a registrar 50,88%, contra 44,16% de Paes, ultrapassando o percentual necessário para vencer no primeiro turno.
A mudança encerra a expectativa de uma disputa entre Ruas e Paes no segundo turno, que estava previsto para 25 de outubro.
Quem é Douglas Ruas
Aos 37 anos, Ruas será o governador mais jovem do Rio de Janeiro desde a redemocratização, segundo o levantamento publicado pelo Metrópoles. Ele é formado em Direito, concursado da Polícia Civil e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL).
Eleito deputado estadual em 2022, Ruas deixou temporariamente o mandato para comandar a Secretaria das Cidades e assumiu a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) neste ano. A vice-governadora eleita é a vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL), de 46 anos.
A campanha de Ruas teve apoio direto de Flávio Bolsonaro (PL), que participou da articulação política em torno de sua candidatura. O adversário Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio, contou com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ruas e Louback têm posse prevista para 6 de janeiro de 2027.
Rio está sem governador titular desde março
A eleição ocorre em meio a uma crise na sucessão estadual. Desde março, o Rio de Janeiro é comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro.
A situação foi provocada por uma sequência de mudanças na linha sucessória, incluindo a saída do vice-governador Thiago Pampolha e a renúncia de Cláudio Castro. A sucessão também foi alvo de discussões no Supremo Tribunal Federal (STF), que iniciou julgamento sobre a possibilidade de eleição direta ou indireta para definir quem completaria o mandato.
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