Uma mulher trans voltou a ser alvo de relatos de ameaças contra uma servidora da Unidade de Saúde da Família (USF) do Tijucal, em Cuiabá, na manhã de sexta-feira (9). Segundo profissionais da unidade, ela retornou ao local com um facão e ameaçou a funcionária, que já havia sido intimidada em agosto, durante um episódio que também terminou com a agressão a um enfermeiro e a quebra de uma porta de vidro.
No primeiro caso, registrado em 7 de agosto, a mulher procurou a unidade para retirar um medicamento de uso controlado, mas não apresentou a receita médica exigida para a dispensação. Conforme o relato da equipe, ela ficou alterada após ser informada de que não poderia receber o remédio sem a prescrição.
Ainda conforme o relato, quando a mulher tentou avançar em direção à funcionária, um enfermeiro interveio para impedir a aproximação e acabou agredido. Na sequência, a paciente teria quebrado a porta de vidro da recepção, saído gritando e deixado o local. O episódio foi registrado em vídeo, segundo a equipe, e um boletim de ocorrência foi feito.
NOVA AMEAÇA
A situação voltou a ocorrer na sexta-feira (9), por volta das 10h30. Conforme os profissionais, a paciente retornou à unidade com um facão, ameaçou novamente a mesma servidora e exibiu a arma branca durante a intimidação.
Segundo o relato, ela afirmou que, em uma próxima ocasião, usaria o facão e que nenhuma porta seria capaz de impedi-la.
A Polícia foi acionada, mas, de acordo com a equipe, levou cerca de 40 minutos para chegar ao local. Após ouvir os profissionais, os policiais teriam solicitado uma viatura para permanecer na unidade durante os períodos da tarde e da noite.
MEDO ENTRE OS PROFISSIONAIS
A unidade funciona das 7h às 21h e, segundo a equipe, não conta com segurança fixa. Os trabalhadores relatam medo de novas agressões e preocupação com a possibilidade de a paciente retornar ao local.
A situação também preocupa devido ao fluxo de pessoas atendidas no posto. A unidade do Tijucal é apontada pela equipe como referência para a dispensação de medicamentos a pacientes de outras unidades da região sul de Cuiabá, o que aumenta a circulação de usuários no espaço.
Os profissionais cobram providências para reforçar a segurança e garantir condições adequadas de trabalho, além de proteção aos pacientes que procuram atendimento.
Até o momento, o relato encaminhado à reportagem não informa se houve prisão da suspeita nem se a Prefeitura de Cuiabá anunciou medidas permanentes de segurança para a unidade.
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