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Política Sábado, 10 de Outubro de 2026, 08:55 - A | A

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ENTRE MORTOS E FERIDOS

Após racha com Jayme, União Brasil prepara reestruturação em Mato Grosso

A vice-governadora eleita, Gisela Simona, antecipou que após o resultado das eleições, o partido deve conhecer "quem fica e quem sai" do UB

RAYNNA NICOLAS E CAMILA RIBEIRO
Da Redação

Mayke Toscano/Secom

Jayme e Mauro

A vice-governadora eleita, Gisela Simona, avaliou que, após o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, o diretório do União Brasil em Mato Grosso deve passar por uma reestruturação e, inclusive, serão definidos os nomes que ficam ou saem do partido. A sigla viveu uma intensa crise interna durante a articulação da chapa ao governo do Estado, mas acabou fazendo a manutenção do poder com Gisela alçada à vice-governadoria. 

O senador eleito Mauro Mendes (UB) passou sete anos e meio à frente do Paiaguás numa dobradinha com Otaviano Pivetta (Republicanos) como vice. Agora, a dobradinha se inverte, enquanto o quadro do Republicanos assume a cadeira mais alta, o União ocupa a vice-governadoria. 

Antes disso, porém, o UB precisou superar uma crise para selar a aliança com Pivetta. O senador Jayme Campos (UB) e a ala ligada a ele defendia a candidatura própria com Jayme como cabeça de chapa. Mauro, que ocupa a presidência do partido, porém, já tinha afiançado apoio a Pivetta, bem como outra ala do UB ligada a ele.

A crise se estendeu até as convenções, quando os delegados do UB rejeitaram a candidatura de Jayme. O senador e o irmão, Julio Campos, migraram para o palanque do então candidato ao governo Wellington Fagundes (PL). Ambos acabaram sem mandato, já que Julio foi derrotado na disputa pela renovação do mandato à AL. 

Para Gisela, apesar da crise, o resultado das urnas provou a força do UB, mas passadas as eleições, será necessário reavaliar os caminhos do partido. 

"É claro que se nós tivessemos nos organizados melhor, o número de deputados estaduais, por exemplo, poderia ser ampliado. Mas de tudo que nós passamos intermamente, eu penso que a entrega, em termos de partido, ela foi boa. Mas o partido realmente precisa de uma reestruturação. Ainda não foi conversado com relação a como fica o partido União Brasil. Acredito que quando terminar o segundo turno, a gente vai entender quem fica e quem sai do União Brasil. Acredito que a partir daí começa um novo momento para o União Brasil, mas é preciso sim reestruturar, nos aproximar dos nossos correligionários", falou a vice-governadora eleita.

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