O novo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), José Luiz Lindote, afirmou que pretende reapresentar a proposta de reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Judiciário, vetada pelo governador Otaviano Pivetta e com veto mantido pela Assembleia Legislativa (ALMT). Segundo ele, a concessão do aumento dependerá de um novo diálogo com o Executivo e os deputados estaduais.
Lindote avaliou que faltou entendimento entre os Poderes durante a tramitação da proposta e disse acreditar que uma nova negociação poderá viabilizar o reajuste.
“Eu acredito que faltou um melhor diálogo, um melhor consenso em conversas com a Assembleia e com o governador do Estado. Com toda a certeza, nós vamos valorizar os nossos servidores. Nós vamos reeditar esse aumento de 6,8% e, de uma forma consensual e conversada, esse aumento, com certeza, os deputados vão compreender e vão conceder esse aumento para os servidores”, declarou.
Questionado sobre o receio de que o reajuste provoque um efeito cascata e estimule reivindicações semelhantes de outras categorias do funcionalismo público, o presidente do TJMT defendeu a autonomia dos Poderes e argumentou que os salários dos servidores do Judiciário estão defasados.
“Os Poderes são independentes. Então, os nossos servidores têm salário defasado e nós vamos procurar corrigir os salários dos servidores do Poder Judiciário”, afirmou.
A proposta de reajuste foi barrada pelo Executivo e teve o veto mantido pelos deputados estaduais. Com a sinalização de Lindote, o Tribunal pretende retomar a discussão com o governo e a Assembleia Legislativa para tentar construir um acordo que permita a concessão do aumento.
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