A vice-governadora eleita, Gisela Simona (UB), disse que seu papel na futura gestão dependerá da análise de uma comissão de transição cujo trabalho deve ter início após o término do segundo turno das eleições presidenciais. Gisela ponderou que ainda não tem uma função definida, além de ocupar o posto de vice, mas não descartou a possibilidade de assumir uma secretaria, caso seja identificada a necessidade durante a vigência da transição.
"O que nós combinamos, sendo muito transparente, é que nós vamos, logo que terminar o segundo turno, ter a comissão de transição. Nós sabemos que foi um governo construído pelo Mauro Mendes, junto do Pivetta, mas na condição de vice. Agora para fazer esse governo com a cara dele, a gente precisa dessa transição dentro de um contexto de conhecer os números atuais, não só aquilo que está dando certo em cada secretaria, mas aquilo que eventualmente não está bom e diante desse levantamento, que vou estar junto a essa comissão, é que a gente vai definir onde a gente pode ser mais importante para a governança", explicou Gisela durante participação no programa Roda de Entrevista.
Gisela ascendeu à disputa de vice depois que o deputado federal Fabio Garcia (UB) se tornou alvo de operação da Polícia Federal. Medidas cautelares dificultaram os trabalhos no palanque e Gisela foi convocada por Pivetta para fazer parte da chapa, cumprindo a expectativa inicial de que uma mulher ocupasse o posto de vice-governadora.
Em campanha, Simona havia destacado que buscaria protagonismo no governo. Após 20 anos de jejum sem uma mulher em uma das principais cadeiras do Paiaguás, porém, a vice-governadora eleita assumiu a postura de auxiliar na governança, sem exigir cargos. Gisela citou o caso do próprio Pivetta, vice-governador durante sete anos e meio na gestão do senador eleito Mauro Mendes (UB).
Durante os anos como braço-direito de Mauro, Pivetta assumiu um perfil discreto, mas com uma atuação estratégica para Mauro. Questionada especificamente se irá assumir alguma secretaria, Gisela também deu indícios de que pretende manter a sinergia e parceria do governo anterior.
"Isso a gente vai construir juntos diante desse levantamento que a gente vai fazer. O Pivetta foi um excelente vice-governador sem assumir [uma secretaria]. São perfis diferentes. As vezes pode ser que diante da transição e diante do que a gente observar, pode ser que seja necessário, mas não tem nada construído ainda", encerrou.
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