A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso pretende concentrar os esforços do segundo turno na redução da abstenção, na conquista de eleitores indecisos e na recuperação de votos perdidos em relação à eleição presidencial de 2022. A estratégia foi apresentada nesta terça-feira (13) durante coletiva de representantes da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, e de partidos aliados.
Durante o encontro, uma representante do grupo afirmou que o campo progressista perdeu cerca de 52 mil votos no Estado em comparação com o pleito de 2022. A mobilização também deverá mirar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Na avaliação dos aliados, a ausência de eleitores pode representar uma oportunidade para ampliar a votação de Lula na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). O grupo afirmou que pretende identificar as razões que levaram parte do eleitorado a não votar e estimular a participação no segundo turno.
MOBILIZAÇÃO GERAL NO ESTADO
Os partidos também pretendem ampliar a presença nas ruas e nas cidades do interior. Segundo os participantes, a articulação reúne lideranças políticas, militantes e apoiadores de diferentes municípios, com atividades previstas em regiões onde há presença de universidades e movimentos estudantis.
A programação mencionada na coletiva inclui manifestações de rua, rodas de conversa e atividades em cidades como Cuiabá, Rondonópolis, Várzea Grande, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças. Os participantes também citaram a mobilização de estudantes e de pessoas que não votaram no primeiro turno.
Além de buscar novos votos, a campanha pretende conversar com eleitores que apoiaram outros candidatos e que possam reconsiderar a escolha. A estratégia, segundo as falas registradas, será definida em conjunto com a coordenação da campanha no Estado.
ALIADOS DEFENDEM UNIÃO
Durante a coletiva, os participantes defenderam a manutenção da aliança que apoiou Lula no primeiro turno e tentaram associar a disputa presidencial a temas como programas sociais, saúde, educação e direitos trabalhistas.
Uma das representantes argumentou que eventuais cortes de despesas públicas poderiam atingir políticas voltadas à população de baixa renda. A declaração foi apresentada como crítica política ao projeto defendido pelos adversários.
A fala reflete a avaliação dos aliados de Lula e não representa, por si só, a confirmação de que programas específicos serão cortados.
PEDRO TAQUES DIZ QUE DISPUTA ENVOLVE DEMOCRACIA
O presidente estadual do PSB, Pedro Taques, também defendeu apoio a Lula e afirmou que a eleição não deve ser reduzida à disputa entre esquerda e direita. Ex-governador e ex-senador, ele argumentou que o debate envolve a preservação das instituições democráticas e o respeito aos direitos de quem perde eleições.
“Não se trata de ódio ao PT. Eu não sou do PT, eu já enfrentei o PT. Não se trata de ódio ao presidente Lula”, afirmou Taques, segundo a transcrição.
O dirigente declarou que pretende dialogar com eleitores indecisos e com pessoas que, mesmo identificadas com a direita, rejeitam posições autoritárias. A coletiva não apresentou uma estimativa independente sobre quantos votos os aliados esperam recuperar em Mato Grosso nem um cronograma completo das ações previstas para o segundo turno.
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