A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) investiga denúncias de possível coação eleitoral em Mato Grosso após relatos de intimidação relacionados à escolha de candidatos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (9) pela secretária de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, durante coletiva em Cuiabá.
Sem citar nomes ou detalhar os casos, a secretária afirmou que as denúncias chegaram por diferentes canais oficiais, inclusive por meio de registros formalizados. Segundo ela, há outras pessoas sendo investigadas por situações relacionadas ao tema.
“Denúncias, a gente recebeu denúncias, foi identificado, assim como se a gente receber denúncia, não é por partidos políticos, é denúncia que realmente tenha esse efeito de coação”, afirmou Susane.
A declaração foi dada após questionamento sobre a denúncia feita pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de que supostos integrantes de uma facção criminosa estariam ameaçando moradores do bairro Pedregal para impedir manifestações de apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Na semana passada, a Polícia Militar realizou a Operação Liberdade de Expressão na região, com reforço do policiamento e participação de equipes especializadas. Até então, não havia sido divulgado balanço que confirmasse a prática de coação eleitoral ou informasse prisões relacionadas à denúncia.
Questionada sobre o caso, Susane disse que, até aquele momento, não havia registro de uma situação específica como a relatada, mas confirmou que as autoridades receberam denúncias e estão apurando possíveis crimes.
“Quando a gente tem uma coação, identificação de alguma questão criminal, a gente vai apurar”, declarou.
SEGUNDO TURNO
A secretária também afirmou que as forças de segurança vão manter o planejamento para garantir a tranquilidade no segundo turno das eleições. Segundo ela, mais de 5,3 mil agentes foram empregados na segurança durante o primeiro turno.
Susane informou que, naquela etapa da votação, foram registradas 41 ocorrências e 34 pessoas foram conduzidas. De acordo com a secretária, cerca de 70% dos registros estavam relacionados à prática de boca de urna.
Ela atribuiu parte dos resultados ao monitoramento de locais de votação por meio do programa Vigia Mais Mato Grosso. Conforme explicou, as câmeras permitiram acompanhar escolas desde a madrugada e auxiliaram na identificação de situações que exigiram atuação das equipes, incluindo casos de boca de urna e suspeita de compra de votos.
A secretária não apresentou, durante a entrevista, detalhes sobre o número de denúncias de coação eleitoral em investigação nem informou quantas pessoas são apuradas por esse tipo de ocorrência.
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