O suspeito Elias Samuel Delgado da Silva afirmou à Polícia Civil que recebeu uma foto do local onde o professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, foi enterrado em Várzea Grande. A informação foi apresentada pelo delegado Bruno Abreu durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (9).
Conforme o relato de Elias, outro envolvido teria enviado a imagem depois de levar o professor até o ponto onde o corpo foi deixado. A fotografia teria ajudado o investigado a indicar aos policiais o local exato em que Breno estava enterrado, no bairro 13 de Setembro.
Segundo o delegado, Elias afirmou que permaneceu no carro e não entrou na área onde o corpo foi encontrado. Ao conduzir os policiais até o terreno, ele teria apontado uma árvore que correspondia à imagem recebida.
A versão apresentada pelo suspeito ainda é apurada pela Polícia Civil. A informação sobre a fotografia, relatada por Elias durante a investigação, não esclarece, por si só, qual foi a participação de cada envolvido na morte do professor.
OUTROS SUSPEITOS
Durante a coletiva, Abreu afirmou que a polícia identificou outros homens que podem ter participado do crime, mas não divulgou os nomes para não comprometer as diligências.
De acordo com a versão de Elias, um dos suspeitos teria levado Breno em uma motocicleta, enquanto ele seguia em um Toyota Corolla. O grupo teria ido até um local onde uma terceira pessoa estaria esperando.
O delegado também afirmou que outras pessoas podem ter participado da ação e que a investigação busca esclarecer a dinâmica do crime e a responsabilidade individual dos suspeitos.
Breno desapareceu em 26 de setembro e foi encontrado morto 12 dias depois, enterrado em um terreno baldio em Várzea Grande. Até a coletiva, a causa da morte ainda dependia da conclusão dos exames periciais.
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