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Polícia Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026, 16:30 - A | A

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Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026, 16h:30 - A | A

PERÍODO ELEITORAL

Lei eleitoral atrasou em sete dias prisão de suspeito de matar professor

Bruno Abreu afirma que restrição prevista na legislação eleitoral impediu o cumprimento do mandado durante parte do período; cronologia e circunstâncias dependem de confirmação documental

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

Reprodução

Breno Humberto e Elias Samuel

O delegado Bruno Abreu afirmou que a legislação eleitoral impediu a Polícia Civil de cumprir, durante parte do período que antecedeu as eleições, o mandado de prisão contra Elias Samuel Delgado da Silva, investigado pela morte do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, em Várzea Grande.

Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (9), Abreu disse que a equipe já havia identificado o suspeito e preparado as medidas necessárias para a prisão poucos dias depois do desaparecimento do professor, registrado em 26 de setembro.

Segundo o delegado, a restrição legal IMPEDIU o cumprimento do mandado no período que antecedeu a votação e permaneceu até o prazo previsto na legislação eleitoral. Ele afirmou que a limitação se encerrou em 6 de outubro, às 17h, e que Elias foi preso no dia 8, quando seguia para a região do Manso.

“Ficamos impossibilitados de cumprir o mandado por sete dias”, declarou Abreu ao explicar a cronologia das diligências.

A restrição está prevista no artigo 236 da Lei nº 4.737/1965, o Código Eleitoral. O dispositivo proíbe, como regra, a prisão ou detenção de eleitores nos cinco dias anteriores à eleição e até 48 horas após o encerramento da votação, com exceções previstas na legislação. Segundo o delegado Bruno Abreu, a regra impediu o cumprimento do mandado contra Elias durante esse período.

Confira: Código Eleitoral - Lei n. 4.737, de 15 de julho de 1965

PRISÃO E INVESTIGAÇÃO

Elias foi preso sob suspeita de envolvimento no desaparecimento e na morte de Breno. De acordo com Abreu, o investigado inicialmente negou participação, mas, após horas de interrogatório, admitiu envolvimento e indicou aos policiais o local onde o corpo estava enterrado.

O delegado afirmou que a investigação aponta a participação de outros homens e que a polícia trabalha para esclarecer a atuação de cada um. Os nomes dos demais suspeitos não foram divulgados durante a coletiva.

A principal linha investigativa apresentada por Abreu envolve uma suposta chantagem que, conforme a versão atribuída a Elias, teria antecedido o crime. A polícia ainda apura a motivação e a dinâmica da morte.

Breno desapareceu em 26 de setembro e foi encontrado morto em um terreno baldio no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande. A causa da morte ainda dependia da conclusão dos exames periciais na data da coletiva.

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