A principal linha de investigação no caso do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos de idade, aponta que uma suposta chantagem pode ter levado à morte da vítima. O corpo de Breno foi encontrado em um terreno baldio no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande, após ficar desaparecido por 12 dias. A informação foi apresentada pelo delegado Bruno Abreu durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (9).
Segundo o delegado, Elias Samuel Delgado da Silva, preso por suspeita de envolvimento no crime, alegou que Breno o pressionava para revelar à esposa informações sobre sua vida pessoal. A versão apresentada pelo investigado também envolve supostas ameaças relacionadas ao envio de imagens e à exposição de encontros.
Abreu afirmou que, conforme o relato de Elias, a situação teria se agravado no dia do crime, quando Breno teria enviado uma foto da filha pequena do investigado e dito que ele ficaria sem família caso a esposa descobrisse determinadas informações.
“Essa é a versão dele”, ressaltou o delegado ao explicar a linha investigativa. A polícia ainda apura as circunstâncias e não confirmou que a suposta chantagem tenha sido a motivação efetiva do homicídio.
Durante a coletiva, o delegado também afirmou que Elias negou ter mantido um relacionamento com Breno. Segundo Abreu, o irmão da vítima apresentou uma versão diferente, e os investigadores ainda analisam o conteúdo do celular do professor para esclarecer o que aconteceu.
O delegado disse que Elias teria relatado pagamentos feitos a Breno, mas os valores e a natureza dessas transferências ainda estão sendo apurados.
OUTROS ENVOLVIDOS
Conforme o relato atribuído a Elias, ele teria conversado com outro homem que enfrentaria uma situação semelhante. Os dois teriam decidido agir contra Breno. A polícia investiga a participação de outras pessoas e não descarta que o número de envolvidos seja maior.
A dinâmica descrita pelo investigado indica que Breno teria sido levado de motocicleta até uma área onde uma terceira pessoa estaria esperando. De acordo com a versão apresentada por Elias, esse homem teria agarrado o professor pelo pescoço e tomado o celular dele.
Elias afirmou que permaneceu no carro e não entrou na área onde o corpo foi enterrado. A polícia ainda investiga o papel de cada suspeito e as circunstâncias da morte.
A causa da morte não havia sido oficialmente determinada até a coletiva, devido ao estado avançado de decomposição do corpo. O resultado dos exames periciais é aguardado.
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