O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) pediu desculpas ao Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), após o deputado estadual cobrar que o Governo Estadual interrompa o envio de "jabutis", dispositivos em projetos de lei que fogem à temática principal, para a Casa de Leis. Pivetta negou qualquer intenção de burlar o processo legislativo e admitiu a possibilidade de erros operacionais na elaboração dos textos.
"Não é do meu conhecimento que tenha ido jabuti. Eu gosto de ter transparência. Pode ter acontecido algum equívoco. Se foi, quero pedir desculpas, mas não é intencional da nossa parte não", declarou Pivetta, nesta quinta-feira (25), após a inauguração do Parque Tecnológico de Mato Grosso.
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Além de tratar do impasse técnico, Pivetta foi enfático ao minimizar possíveis rusgas com Max Russi. O governador destacou que a parceria institucional e pessoal com o presidente da Assembleia é sólida o suficiente para superar divergências pontuais no cotidiano administrativo.
"Eu tenho um bom relacionamento com o presidente da Assembleia, bom relacionamento pessoal e institucional também. Essas coisas pequenas do dia a dia a gente vai passando por cima, o que importa são os resultados", afirmou.
A cobrança de Max Russi, que motivou o posicionamento do governador, ocorreu no plenário na última quarta-feira (24). O deputado referia-se especificamente ao Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 21/2026, que trata da reestruturação da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager).
Segundo o parlamentar, o texto original enviado pelo Governo continha manobras que reduziam as prerrogativas da Assembleia, como a retirada do poder de sabatina dos diretores da agência pelos deputados.
Na ocasião, Russi classificou a inserção desses dispositivos como uma "sacanagem" e advertiu que, caso a prática de enviar projetos que diminuam a força do Legislativo persista, o Parlamento passará a travar as pautas de interesse do Executivo. A situação foi contornada após as comissões da ALMT trabalharem em um substitutivo integral que garantisse a manutenção da autonomia parlamentar.
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