O comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope-MT), tenente-coronel Hugo Reis, afirmou com exclusividade ao HNT que três faccionados ao Comando Vermelho participaram da ação que terminou com casal de comerciantes reféns no distrito de Guatá, em Colniza (1,4 mil km de Cuiabá). Segundo o comandante, o trio faccionados torturou as vítimas, exigindo que PIX fossem feitos a contas diferentes. Os criminosos também levaram pertences de valor das vítimas, como aparelhos celulares.
"Eles apanharam bastante, a família apanhou bastante, e tiveram seus bens subtraídos. Os criminosos pegaram o dinheiro da conta daquelas pessoas e transferiram para outras contas", afirmou o comandante do Bope.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) organizou uma força-tarefa para capturar os suspeitos. O Bope foi acionado para dar apoio. Os militares foram levados n à cidade em aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) nessa segunda-feira (22). Ao chegar em Guatá, o casal estava liberado e trio havia fugido.
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A família apanhou bastante
O Bope continuou a busca pelos suspeitos que foram localizados nessa quinta-feira (25). O trio entrou em confronto com os policiais. Dois foram mortos e o terceiro conseguiu escapar. A operação continua para captura o terceiro faccionado.
ALARME FALSO
Inicialmente, as informações apontavam que seis pessoas estariam em poder dos suspeitos. No entanto, durante as diligências, os policiais identificaram que apenas um casal de comerciantes da região havia sido mantido em cárcere privado.
"De seis pessoas que, em tese, estavam sendo reféns, passou a ser duas. Um casal de comerciantes estava sendo refém", explicou o comandante.
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VARREDURA PARA LOCALIZAR DINHEIRO
De acordo com o Hugo Reis a investigação agora atua para identificar o destino das transferências. O comandante adiantou à reportagem que nomes já foram localizados e parte do valor extraído das vítimas. A polícia também tenta esclarecer se os faccionados atenderam comando de algum líder do CV de dentro da prisão.
“Estamos investigando ainda se existe alguma informação que dê conta de que eles estavam a mando de alguém. Nós não sabemos isso ainda”, explicou.
A Polícia Civil de Colniza segue responsável pela apuração do caso.
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