Política Quinta-feira, 14 de Abril de 2011, 18:34 - A | A

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TORMENTO

Pedido de Ralf Leite vai para relator que votou pela sua cassação em 2009

Ex-vereador tenta voltar à Câmara de Cuiabá depois de ter sido cassado por falta de decoro

Fablício Rodrigues
Ralf Leite tenta voltar ao Parlamento cuiabano depois de dois anos no "exílio"

O pedido administrativo de revisão do processo disciplinar que resultou na cassação de Ralf Leite (PRTB) foi para Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Vereadores de Cuiabá. A decisão partiu do vereador Arnaldo Penha (PMDB), responsável pela análise da solicitação de Ralf.

As chances de Ralf voltar são poucas. Isso porque um dos membros da Comissão de CCJ é Antônio Fernandes (PSDB), que em 2010, quando era presidende da Comissão e relator do processo, votou pela cassação do parlamentar.

Também fazem parte da comissão Marcus Fabrício (PP/presidente) e o membro Carlos Eduardo Tuba. Por telefone, o vereador Antônio Fernandes disse ao Hipernotícias que está tranquilo por ter votado na primeira vez pela cassação.

Segundo ele, quando o novo processo chegar à Comissão será analisado atentamente. “Se as novas alegações (de Ralf Leite) foram convincentes, o voto será pelo retorno dele (à Câmara). Senão, ele continua cassado”, avisou.

Além da convocação de Ralf Leite, será chamado o vereador Totó César, que ocupou a vaga do vereador cassado. A comissão tem prazo de 21 a 60 dias para se manifestar. Para retornar à Câmara de Cuiabá, o ex-vereador tem de obter dois terços dos votos, ou seja, 13 manifestações favoráveis dos parlamentares.

Ralf Leite foi cassado por falta de decoro parlamentar. Em fevereiro de 2009, ele foi preso depois de ser surpreendido fazendo sexo com um travesti menor de idade, no Zero KM, em Várzea Grande. Também pesa contra ele o fato de ter agredido a namorada, meses depois do episódio ocorrido na Cidade Industrial.

O vereador cassado foi procurado pelo Hipernotícias, mas não retornou as ligações feitas ao seu celular.

Na rua  
O Hipernotícias foi às ruas e ouviu a opinião de três eleitores sobre este caso.
A copeira Eva Matos de 47 anos disse que é muito complicado julgar esse caso. “Não sei o que ele fez realmente, não estava lá para ver, só vi a fofoca pela TV. Mas acho que a maioria dos políticos são assim. A gente não quer saber da vida pessoal, a gente quer saber de político trabalhando, prestando serviço a população. Queremos ver políticos ajudando a cidade, tapando os buracos, não queremos ver políticos em escândalo. Então... se ele quiser voltar tem que ser pra trabalhar”.
Para Valmir dos Santos, 31, que trabalha em uma garagem de carros, o pedido de Ralf Leite deve ser levado em conta – “Eu acho que deveria dar uma oportunidade para ele trabalhar e se der a oportunidade ele tem que mostrar serviço”.
Outro ponto de vista bem contrário aos anteriores é do auxiliar de contabilidade Fábio Moreira, 34. O auxiliar apontou que apesar do problema do vereador cassado ser mais moral do que criminoso ele observa que “se ele [Ralf Leite] voltar vai ser um verdadeiro teatro. E o outro que assumiu o lugar dele como fica? Se le voltar vai mostrar a fragilidade da justiça. Que viabilidade você pode dar para ele?”

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