Questionado sobre uma eventual disputa ao governo cearense, Santana descartou a hipótese. "A avaliação do governo é boa e o governador Elmano vai fazer uma série de entregas importantes este ano. Ele ainda vai crescer", disse.
Como mostrou o Estadão, o nome do ministro da Educação vinha ganhando força para a disputa ao governo em meio à rearticulação da oposição liderada pelo ex-governador Ciro Gomes. O retorno do ex-presidenciável ao PSDB e a movimentação no campo da direita aprofundaram rompimentos entre aliados históricos e passaram a colocar em dúvida a reeleição do atual governador.
Santana liderava, em dezembro, a disputa pelo governo do Ceará em um cenário que o colocava frente a frente com Ciro Gomes e o senador Eduardo Girão (Novo), sem a presença de Elmano. Em um cenário sem Camilo Santana e contra o atual governador, Ciro Gomes aparecia na liderança.
O PT, como um todo, chega a 2026 enfrentando dificuldades em parte do Nordeste, historicamente considerado um "bastião da esquerda". Pesquisas recentes indicam vantagem da oposição em Estados-chave como Bahia, Maranhão e Ceará, enquanto, em outros, os palanques seguem marcados por indefinições, disputas internas e negociações abertas.
Santana também afirmou que reassumirá o mandato de senador ao deixar o ministério "para ajudar o presidente Lula". "Estarei mais presente no meu Estado e na região Nordeste, onde tenho uma relação muito boa com os governadores", acrescentou.
(Com Agência Estado)
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