Reprodução/TV Vila Real

Os candidatos ao Senado Antônio Galvan (Avante), Carlos Fávaro (PSD), José Medeiros (PL) e Margareth Buzetti (PP).
Os candidatos ao Senado José Medeiros (PL), Margareth Buzetti (PP) e Antônio Galvan (Avante) se uniram durante o debate da TV Vila Real, realizado nesta quinta-feira (17), para pressionar o senador Carlos Fávaro (PSD) sobre seu posicionamento com relação ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em uma sequência de perguntas e respostas, os três candidatos formaram uma 'tabelinha', questionando Fávaro sobre a assinatura do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
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Buzetti e Galvan enfrentaram o senador frente a frente. Medeiros fez a provocação de forma indireta, em conversa com Galvan. Os três seguiram o mesmo tom, apontando que o senador afirmava ser favorável à investigação de Alexandre, mas não formalizava a posição, submetendo sua assinatura aos pedidos que tramitam no Senado.
Fávaro, por sua vez, desviou das perguntas. Ele reiterou o seu posicionamento pela instalação do processo de impeachment e atribuiu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a dificuldade para avançar com o procedimento.
A primeira provocação partiu de Buzetti. A candidata afirmou que havia assinado o pedido de impeachment em agosto do ano passado e perguntou se Fávaro também havia colocado o nome no documento.
"Senador, o senhor assinou o impeachment do ministro Alexandre de Moraes ou não assinou? Se não assinou, por quê?", questionou.
ASSISTA A PARTICIPAÇÃO DE BUZETTI E FÁVARO
Galvan também criticou o posicionamento de Fávaro e disse que o senador não teria cumprido compromissos assumidos anteriormente com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Ele partiu lá para o colo do Lula?", provocou Galvan.
Fávaro rebateu e falou que nunca foi apoiado por Bolsonaro, afirmando ter "coerência e experiência".
O candidato insistiu no pedido de esclarecimento a Fávaro sobre a assinatura e disse que não acreditava na "fala mansa" do senador.
ASSISTA A PARTICIPAÇÃO DE GALVAN E FÁVARO
Na sequência, Galvan incluiu Medeiros na discussão. "Você vai acreditar Medeiros que ele vota para cassar ou acha que ele está esperando a boa vontade do ministro sair de lá, como ele declarou anteriormente?", questionou o candidato.
Medeiros destacou que o senador teve cinco anos para assinar o pedido e não o fez. O candidato do PL também acusou Fávaro de proteger integrantes do governo Lula e o classificou como "melancia", devolvendo a Fávaro o ataque com a expressão usada pelo senador para provocá-lo sobre o primeiro suplente, Odílio Balbinotti Filho (PL), cujo pai já falecido, o ex-deputado federal Odílio Balbuinotti, foi convidado pelo presidente Lula (PT) para ser ministro da Agricultura.
ASSISTA A PARTICIPAÇÃO DE GALVAN E MEDEIROS
IMPEACHMENT DE MINISTROS DOMINOU DEBATE
O tema do impeachment de ministros do STF foi um dos assuntos que mobilizaram os candidatos durante o debate. Buzetti defendeu mudanças no regimento interno do Senado para estabelecer prazo para que o presidente da Casa decida sobre pedidos de impeachment.
O ex-governador Pedro Taques (PSB) também concordou com a necessidade de mudanças no Supremo e afirmou que o Senado precisa exercer suas atribuições, estabelecendo um prazo de 30 dias para votar aberturas de impeachment.
O debate contou com a participação de José Medeiros (PL), Margareth Buzetti (PP), Pedro Taques (PSB), Carlos Fávaro (PSD) e Antônio Galvan (Avante). Janaina Riva (MDB) e Mauro Mendes (União Brasil) não compareceram.
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