Arte/HNT

A candidata ao Senado, Janaina Riva (MDB), e os ministros do STF, Alexandre de Moraes e André Mendonça.
A candidata ao Senado e deputada estadual, Janaina Riva (MDB), defendeu mudanças na Constituição Federal para impedir que o Senado engavete pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Janaina classificou como um "show de horrores" a crise institucional no Supremo que tem ministros sob a suspeita de envolvimento com o ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro. Segundo ela, a proposta é estabelecer um prazo de 15 dias para que o presidente do Senado decida se aceita ou arquiva pedidos de abertura de processos.
"Tem que ter um prazo de pelo menos 15 dias para o presidente decidir se ele acata ou se ele arquiva. Não dá para ele colocar em uma gaveta e dizer: ‘Olha, eu tenho mais de 100 pedidos de impeachment aqui'", opinou à Rádio Capital Notícia nesta quarta-feira (16).
A candidata afirmou que as denúncias envolvendo ministros do Supremo são graves e precisam ser apuradas, mas ressaltou que não está fazendo uma condenação prévia.
"Eu não estou fazendo nenhuma condenação aqui prévia de nenhum deles, mas as denúncias são muito graves e merecem uma investigação do Senado", disse.
Janaina também declarou que, caso seja eleita, votará favoravelmente à abertura de investigações. Ela citou a atuação durante o período em que exerceu mandato na Assembleia Legislativa (ALMT), quando assinou pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) relacionados a diferentes denúncias.
"Eu, como senadora, sem dúvida votaria para que houvesse uma investigação, como fiz na Assembleia, em todos os temas que surgiram em debate na nossa casa de leis. Eu assinei todas as CPIs. Então, sou favorável à investigação", afirmou.
Questionada sobre a concentração de poder nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mantenha Janaina defendeu a alteração do regimento interno da Casa. Ela afirmou que Davi Alcolumbre não deveria ter liberdade para decidir indefinidamente sobre pedidos de impeachment ou CPIs que tenham as assinaturas necessárias.
"Presidente não pode ficar engavetando abertura de processo de impeachment ou até mesmo CPIs a bel-prazer. Tem que ter um prazo para isso. Para fazer isso, tem que ser alterado o regimento interno da Casa de Leis, que, no caso, é o Senado", explicou.
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