Arte/HNT

A candidata ao Senado e deputada estadual, Janaina Riva (MDB), e a delegada aposentada Ana Cristina Feldner, ex-suplente na chapa à majoritária de Janaina.
A delegada aposentada Ana Cristina Feldner publicou um novo vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (16) para retomar as críticas por sua substituição na primeira suplência da candidata ao Senado e deputada estadual, Janaina Riva (MDB). Feldner ironizou a escolha do empresário Danilo Trento, destacando que ele foi citado em investigações com repercussões nacionais, alvos de três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Segundo a delegada, Trento poderia "pedir música no Fantástico".
Feldner citou que empresas ligadas a Danilo Trento foram mencionadas em investigações relacionadas à CPI da Covid, à CPI do INSS e à CPI do crime organizado.
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Sobre a CPI da Covid, a delegada ressaltou supostas irregularidades relacionadas às negociações da vacina Covaxin e disse que o relatório teria apontado possíveis crimes como fraude em contrato, organização criminosa e improbidade administrativa.
Ela também lembra a CPI do INSS, afirmando que empresas ligadas ao empresário teriam sido mencionadas nas apurações sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Na sequência, afirmou que Trento teria sido citado em relação a possíveis crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa.
Feldner ainda pontuou que a empresa T5, que começou em 2020 como uma hamburgueria, com capital social de R$ 20 mil, posteriormente, passou a ter capital social de R$ 1 milhão, além de atuar na intermediação de negócios e serviços.
A delegada também relacionou o nome de Trento à CPI do crime organizado, afirmando que empresas ligadas a ele teriam aparecido em apurações envolvendo milhões de reais e supostas relações com empresas associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ao comparar sua trajetória profissional com a do empresário, Feldner afirmou que atuou por mais de duas décadas no combate ao crime, incluindo passagens pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil de Mato Grosso.
"Eu fui a primeira delegada do Brasil a prender, da Polícia Civil, um secretário de Estado em exercício. Durante todo o meu trabalho, mais de duas décadas, eu nunca fui investigada por corrupção. Nenhuma das minhas investigações foi anulada. Meu trabalho sempre permaneceu em pé. E eu nunca tive uma acusação de corrupção contra mim", declarou.
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A delegada afirmou que a substituição não representa apenas a troca de uma mulher por um homem, mas também a retirada de uma profissional que, segundo ela, atuou no combate à corrupção para um suposto criminoso.
"Não se trata da substituição da mulher por um homem, mas também da substituição de alguém que combateu a corrupção, que combateu o crime, e colocado alguém com crime de repercussão nacional", disse.
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