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Política Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026, 21:05 - A | A

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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026, 21h:05 - A | A

WF X PIVETTA

“Nunca vi uma eleição tão esquisita”, diz Júlio Campos ao prever segundo turno

Deputado classificou a disputa de 2026 como "estranha", apontou força do bolsonarismo e analisou o equilíbrio na corrida ao Senado

BIANCA MORTELARO
Da redação

HNT

JULIO CAMPOS 19.08.jpeg

O deputado estadual e candidato à reeleição Júlio Campos (União Brasil) projeta que a definição sobre quem comandará o Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026 ocorrerá apenas no segundo turno, apontando que os candidatos Wellington Fagundes (PL) e o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deverão protagonizar o embate final. O parlamentar classificou a atual disputa eleitoral como "esquisita" e "estranha", chamando a atenção para o distanciamento da população em relação ao debate de propostas.

“No primeiro turno, dia 4 de outubro, deverá, com certeza, ter dois candidatos escolhidos e eu acho que o Wellington Fagundes, que já vem liderando as pesquisas desde o ano passado, pela força do 22, do bolsonarismo em Mato Grosso, pode consolidar-se como um dos que vai para o segundo turno, acredito que com o atual governador, Otaviano Pivetta”, afirmou Campos, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (26).

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Diante do cenário polarizado entre as siglas de direita e centro-direita, Júlio destacou que o campo progressista, encabeçada pela candidata Natasha Slhessarenko (PSD), enfrenta dificuldades para se viabilizar em Mato Grosso.

“Acho difícil a doutora Natasha, que é uma candidata muito boa, jovem, mas sem a força do PT em Mato Grosso ainda não é suficiente para carregar ela para o segundo turno. Então, acredito que vai ser o segundo turno e, para mim, essa pesquisa ontem, divulgada pela Rede Globo, é normal, até eu acredito que está faltando mais a presença da candidatura do Wellington Fagundes nas ruas”, disse.

Apesar das projeções indicarem um rumo para a eleição majoritária, Campos vê com estranheza o atual estágio de envolvimento da população com o pleito de 2026. O deputado aponta que o processo eleitoral segue morno, classificando como "esquisito" os números de indefinição demonstrado na pesquisa Quaest divulgado nesta terça-feira (25).

“Aliás, nenhuma candidatura está colocada. Eu nunca vi uma eleição tão esquisita, tão estranha, como esta de 2026. Pouca gente sabe que tem eleição, que tem candidatura, tanto é que na pesquisa divulgada ontem pela Quaest, 29% estão indecisos e 8% não sabem quem votar, nem sim, nem não. Então, quer dizer, ainda está muito cedo para a gente dar o diagnóstico, mas eu acredito que será em segundo turno, até porque tem seis candidatos a governador”.

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Em paralelo à corrida pelo comando do Palácio Paiaguás, o parlamentar classificou a eleição para o Senado Federal como altamente acirrada, interpretando os dados da liderança inicial como reflexo “natural” de campanhas que iniciaram suas movimentações de forma precoce.

“A corrida para o Senado também é uma eleição bastante disputada. Pela primeira vez também, a gente está vendo que está muito equilibrada. Eu acredito que os dois mais votados hoje, que foram divulgados, o ex-governador Mauro e a deputada Janaína, eram esperados, porque eles estão mais avançados na campanha”, destacou.

Apesar da distância nas intenções de votos estabelecida pelos dois primeiros colocados, Júlio alertou que o quadro para o Senado permanece indefinido e sujeito a reviravoltas causadas pelo crescimento de outros competidores tradicionais, exemplificando o cenário com um jargão regional.

“Mas está crescendo muito o Fávaro, Medeiros, Pedro Taques. Enfim, é uma eleição que eu mesmo não sei o que vai sair da urna. Já dizia um ditado antigo aqui em Mato Grosso que: mão de juiz, naquela época saco de urna, agora é urna eletrônica, e bunda de criança, ninguém sabe o que vem a qualquer momento. Então, eu acredito que essa eleição do Senado está desse jeito”, concluiu.

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