Sábado, 11 de Julho de 2020, 09h:45

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Mauro Mendes aponta falhas mas diz que não tem reclamação

Por: WELLYNGTON SOUZA

A troca de ministros do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), reflete no trabalho à pandemia do coronavírus no país. A avaliação é do governaor Mauro Mendes (DEM). Apesar da constatação, Mendes eclara que não há o que 'reclamar' do governo federal.

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"O governo tem lá suas confusões em Brasília e não vou entrar muito no mérito, essa troca de ministros, ela é indesejável, não é uma coisa boa no meio de uma pandemia, perde sequência, troca equipe e isso é um problema. Uma liderança nacional nesse momento articulada, conversando bem com governadores, prefeitos, tomando decisões macro", disse em entrevista à Rádio Bandeirantes, com José Luiz Datena.

Mendes destacou que durante a pandemia, o país passa por uma grande dificuldade que é o desabastecimento de medicamentos e que um representante nacional, com boa articulação é necessária durante a crise de saúde pública.

“Hoje vivemos no Brasil um outro problema que é o desabastecimento de medicamento. Assim que eu acordo eu começo a ligar para donos de empresas de medicamentos, diretores, laboratórios pedindo pelo amor de Deus me venda azitromicina [utilizado no tratamento contra à Covid-19], preciso comprar, pago à vista, mas não está encontrando. Sabe a justificativa: não tem matéria prima no Brasil, que vem da China, da Índia, então é hora do governo federal – eu tenho certeza que o ministro interino da Saúde tem se mostrado uma pessoa bastante proativa, mas é hora dessa liderança nacional", ressalta.

Por outro lado, o governador destacou o reforço da União com a região Centro-Oeste que vive o pico da pandemia, em especial Mato Grosso, que tem 26.396 infectados e 961 óbitos devido à doença.

“Nesse quesito, no enfrentamento da doença, não podemos reclamar do governo federal. Bolsonaro tem nos ajudado, mandou respiradores para muitos estados – já recebemos aqui também. Tem mandado recursos, agora, nesse momento com a pandemia, de grande dificuldade não basta apenas você ter dinheiro, mecanismos de articulação bem consistente faz esse dinheiro render mais e produzir mais resultado para população brasileira”, destaca.

'Dança das cadeiras em Brasília'

Desde que assumiu o governo, Bolsonaro já teve 10 mudanças no comando de seus ministérios. Em meio a uma crise sanitária e econômica, o país tem duas pastas sem titulares oficiais: Ministério da Saúde e da Educação. Dos dez ministros que deixaram o governo, oito saíram definitivamente da administração e dois foram realocados em cargos dentro da estrutura do governo. 

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