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Política Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026, 09:58 - A | A

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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026, 09h:58 - A | A

ESTRATÉGIA DE CERCO

Decano vê saída de Caiado como tática para levar eleição presidencial ao 2º turno

Para Júlio, direita aposta em múltiplos nomes, Caiado, Zema e Ratinho, para somar votos contra Lula.

ALINE COÊLHO
DA REDAÇÃO

O deputado estadual Júlio Campos (União) classificou como "extemporânea" a saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil rumo ao PSD. Em entrevista, o parlamentar revelou que o movimento foi uma surpresa para a base aliada em Mato Grosso e que não houve consulta prévia aos "companheiros de décadas" de militância.

Apesar de lamentar a perda de um "grande quadro" nacional, Júlio interpretou a mudança sob a ótica da matemática eleitoral. Segundo ele, a direita brasileira parece ter abandonado a busca por um consenso imediato em torno de um único nome, como o de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou Flávio Bolsonaro (PL), para apostar em várias frentes e chegar ao segundo turno.

A MATEMÁTICA DO SEGUNDO TURNO

Júlio Campos baseia sua análise em pesquisas recentes que indicam um teto para a reeleição do atual governo. Para ele, a estratégia é dividir para conquistar no momento final.

"O raciocínio é que, se houver um enfrentamento apenas entre Lula e Flávio Bolsonaro, a eleição poderia ser decidida no primeiro turno. Com múltiplos candidatos como Zema (Novo), Ratinho Jr., Caiado e Eduardo Leite [esses três últimos do PSD], a direita soma mais de 50% dos votos. O plano é levar para o segundo turno e se unir em torno de quem sobrar para enfrentar Lula", explicou o deputado.

Questionado sobre o fato de o PSD e o União Brasil possuírem ministérios no governo federal, Júlio foi enfático ao separar a gestão da política partidária. Ele lembrou que, embora as siglas ocupem pastas como Agricultura (Fávaro) e Minas e Energia (Silveira), isso não garante fidelidade no palanque de 2026.

"Estar no governo com ministros não significa estar junto na reeleição do presidente Lula. O PSD é de centro-direita, assim como o União e o PP. Eles participam da gestão, mas o projeto eleitoral é outro", pontuou. 

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