O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) negou que vai desistir da candidatura à reeleição depois do irmão, o senador Jayme Campos (União Brasil), ser derrotado na convenção do partido, ficando impedido de disputar o governo. Ao afirmar que segue na disputa, Júlio ironizou, falando que parte dos deputados desejavam não tê-lo como companheiro no próximo mandato, mas que "teriam de engolir" a resistência a ele.
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"Realmente nos últimos dias, os meus próprios companheiros queriam ficar livre de mim aqui na Assembleia, mas vão ter que me engolir. Vou continuar disputando, já estou registrado", disparou Júlio Campos nesta quarta-feira (12).
Filiado ao partido que sinalizou apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), Júlio disse que não fará campanha com o fundo eleitoral e, portanto, o seu 'santinho' não terá a foto de Pivetta. "Só é obrigado se for com recursos do fundo partidário", ressaltou.
Júlio acompanhará o movimento de Jayme e estará no palanque do senador Wellington Fagundes (PL). Ele apoiará ao bolsonarista que, segundo ele, o tem como candidato desde quando concorreu a deputado federal em 1978. O pai de Wellington também era o seu eleitor, conforme Júlio, ao justificar a aliança com o senador em detrimento a coligação do partido com Otaviano.
"Tenho que ser grato, o Wellington votou em mim toda a vida", disse. "Votou em mim para ser governador, para ser senador. Enfim, nós temos uma ligação, uma história", completou.
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