O deputado estadual Júlio Campos (UB) defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do ex-secretário adjunto de Educação, Amauri Monge, na Pasta estadual. O parlamentar baseia sua preocupação nas denúncias feitas pelo prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), que apontam um suposto esquema de compras superfaturadas e materiais didáticos desnecessários durante a gestão de Amauri Monge no município.
“O próprio prefeito Abilio Brunini surpreendeu a todos fazendo essa denúncia de que em sete, oito meses de gestão do secretário municipal, houve compras superfaturadas, desnecessárias, em torno de R$ 80 milhões. Já imaginou o que ocorreu nos anos quando essa mesma equipe que estava lá na Secretaria de Educação do município de Cuiabá, ficou na Secretaria de Educação do Estado?”, questionou o parlamentar, em coletiva nesta quarta-feira (3).
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Diante do cenário de suspeições que envolvem desde o armazenamento de livros ‘inúteis’ até indícios de fraude em boletins escolares na capital, Júlio Campos defendeu e confirmou a movimentação dos parlamentares para coletar assinaturas na Assembleia Legislativa.
“Tem que ser investigado urgentemente e hoje haverá coleta de assinatura para uma nova CPI sobre os acontecimentos que podem ter ocorrido na Secretaria de Educação do Estado do Mato Grosso”, concluiu o parlamentar.
O ex-secretário Amauri Monge tem negado as irregularidades na capital, classificando as denúncias de Abílio Brunini como "ilações", além de denunciar uma "pedalada fiscal" superior a R$ 100 milhões na Secretaria Municipal de Educação, que levou o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, a determinar uma auditoria completa na execução orçamentária da Educação municipal.
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Além do caso dos livros em Cuiabá, o ex-secretário possui um histórico de processos por improbidade administrativa no Paraná, relacionados ao direcionamento ilícito de chamamentos públicos para material didático em 2018.
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