O deputado estadual Júlio Campos (UB) confirmou que a convenção estadual do partido União Brasil em Mato Grosso será antecipada para o dia 30 de julho, apesar de não ter sido publicada por meio do Diário Oficial. O ajuste no calendário ocorre em um momento de profunda divisão interna, no qual a ala dos irmãos Campos busca viabilizar a candidatura do senador ao Governo do Estado, enfrentando a resistência da cúpula partidária que defende a manutenção da aliança com o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A definição da nova data surge como uma tentativa de pacificação após Jayme ter reclamado publicamente de não ter sido consultado sobre o cronograma anterior, que previa o evento para o dia 4 de agosto. Segundo Júlio Campos, em entrevista nesta quarta-feira (8), a mudança foi fruto de um diálogo recente entre os líderes.
“Houve uma reunião entre o ex-governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos, tratando da antecipação da data da reação da convenção. Inicialmente estava previsto para dia 4 de agosto, último dia, antecipou-se para dia 30 de julho”, afirmou.
Além da alteração no dia, o parlamentar detalhou que o horário do encontro também foi ampliado para permitir a deliberação completa sobre as chapas majoritárias e proporcionais.
“Nossa pretensão era dia 25, mas entre dia 4 e 25 fez-se um acordo de fazer dia 30 e em vez de ser uma hora, será das 15 às 18 horas com a escolha dos candidatos ao governo do Estado, ao Senado Federal e também à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa”, explicou.
Apesar da concordância sobre a data, o impasse político permanece centralizado na disputa pelo Palácio Paiaguás. Enquanto Mauro Mendes sustenta que o partido deve apoiar Pivetta, os irmãos Campos defendem o protagonismo da sigla. Júlio argumenta que a ausência de um nome do União Brasil na cabeça de chapa prejudicaria o desempenho dos candidatos ao Legislativo, podendo reduzir drasticamente a bancada de deputados estaduais.
“Nós acreditamos que a grande maioria dos 50 votantes prefere a candidatura própria, até porque nós, deputados estaduais, Júlio Campos, Dilmar dal Bosco e Sebastião Rezende, necessitamos da candidatura própria do governo para continuarmos tendo pelo menos três a quatro deputados nesta Casa. Caso contrário, nossa bancada poderia ser reduzida a dois deputados no máximo”, ressaltou o deputado.
Baseado em articulações de bastidores, Júlio Campos demonstra confiança de que a tese de candidatura própria possui vantagem numérica entre os delegados que possuem direito a voto. Ele estima que a maioria dos convencionais optará por lançar Jayme Campos ao governo.
“Em prévia de votação, eu acredito que a tese da candidatura própria tenha maioria absoluta, ou seja, aproximadamente 35 votos dos 50 votantes”, disparou.
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