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Cidades Quarta-feira, 08 de Julho de 2026, 17:21 - A | A

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Quarta-feira, 08 de Julho de 2026, 17h:21 - A | A

ATRÁS DE SÃO PAULO

Cuiabá tem a 2ª cesta básica mais cara do Brasil em junho, aponta pesquisa

Enquanto outras capitais registraram queda, Cuiabá mantém preços elevados e fica atrás apenas de São Paulo

DA REDAÇÃO

A cesta básica em Cuiabá registrou um dos maiores custos do país em junho, ficando atrás apenas de São Paulo. O valor médio na capital mato-grossense foi de R$ 937,93, superando cidades como Rio de Janeiro e Florianópolis, e consolidando a cidade como a segunda com a cesta mais cara do Brasil, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Enquanto o custo médio da cesta caiu em algumas capitais, Cuiabá manteve-se entre as com maior impacto no bolso do consumidor. O levantamento mostra que, no acumulado do ano, todas as capitais tiveram alta nos preços, e o cenário cuiabano reflete a pressão nacional, especialmente sobre itens como feijão, arroz, carne bovina e leite, que tiveram altas generalizadas.

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês de junho foi o feijão. Entre os motivos do aumento estão a redução da área cultivada e pelas adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras.

Embora as maiores elevações mensais tenham ocorrido em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%) e Rio Branco (2,20%), Cuiabá se destaca negativamente pelo patamar elevado de sua cesta, que chega a ser quase R$ 300 mais cara que a de Aracaju (R$ 630,40), a capital com o menor custo registrado.

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, o Dieese estimou que  o salário mínimo em junho deveria ser de R$ 8.110,92. O montante é cinco vezes superior ao salário mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621.

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