A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), revelou que buscou uma interlocução direta com o vereador Ilde Taques (Podemos) visando a construção de uma chapa unificada para a eleição da Mesa Diretora do biênio 2027-2028. Apesar da tentativa de pacificação para o pleito, a parlamentar afirmou que a proposta não avançou devido à falta de consenso entre os membros do grupo político liderado por Taques.
“Nós viemos conversando, tivemos diálogos sim com o vereador Ilde Taques, que ficou de conversar com o grupo dele. Na época em que tivemos esse diálogo para a gente poder fazer essa composição e unir, pacificar, termos uma única chapa para a disputa da Mesa Diretora, mas não houve esse consenso. O retorno que ele me trouxe é que o grupo dele não aprovaria. Então não aprovou, mas houve o diálogo, sim”, declarou Paula Calil, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (7).
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A movimentação ocorreu em um momento de articulações nos bastidores, onde diferentes blocos buscam consolidar apoio. Calil destacou que o objetivo era evitar divisões na Casa de Leis, mas o retorno de Taques indicou que sua base de apoio não aprovou a composição conjunta.
A parlamentar enfatizou que, apesar do resultado negativo na negociação com Ilde, a postura de respeito entre os colegas deve prevalecer para garantir a governabilidade no Legislativo cuiabano.
“Tivemos diálogos para a gente concorrer, não houve um entendimento, um consenso, e a gente vem buscando consenso, nós não queremos que a eleição da mesa gere uma discórdia, uma desarmonia, porque nós continuaremos trabalhando na casa até o final da legislatura. Então é importante sempre que a gente tenha um diálogo de muito respeito, respeitando os posicionamentos dos colegas, eu sempre procuro carregar isso comigo”, concluiu a presidente.
ENTENDA A DISPUTA
A falha na tentativa de unificação consolidou outro cenário de disputa, já que o grupo de Paula Calil articulou uma estratégia que envolve o vereador Dilemário Alencar (UB). No arranjo, Paula é o "Plano A", mas sua candidatura depende de uma mudança no Regimento Interno para permitir a reeleição consecutiva, o que exige o voto de 18 dos 27 vereadores. Caso essa alteração jurídica não seja viabilizada, Dilemário assume a posição de "Plano B" como candidato à presidência.
Por outro lado, Ilde Taques mantém sua candidatura e expressou surpresa com a aliança entre Paula e Dilemário, apontando uma suposta incoerência, já que Alencar havia se posicionado anteriormente contra mudanças regimentais. Além dos nomes, os grupos divergem sobre a data da eleição: enquanto o bloco de oposição liderado por Taques protocolou pedido para que a votação ocorra em 1º de outubro, aliados de Paula, como
Atualmente, o grupo de Calil conta com o apoio declarado de 14 parlamentares, quatro a menos do que o necessário para aprovar a mudança regimental pretendida.
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