O senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Jayme Campos (UB), voltou a subir o tom contra o aliado e presidente do Diretório Estadual do União Brasil, Mauro Mendes, ao afirmar que terá uma “briga sem necessidade” durante as convenções partidárias, marcado para o penúltimo dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, no dia 4 de agosto. O impasse ocorre diante do apoio de Mendes à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com quem dividiu a gestão do Governo Estadual durante quase oito anos.
“Isso aí vai ter, você sabe, uma briga que não tinha nenhuma necessidade, até porque eu abri todas as possibilidades”, destacou Jayme, nesta quinta-feira (2).
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Para o parlamentar, a postura da atual liderança do partido assemelha-se a uma tentativa de cerceamento da vontade da militância, o que ele considera um erro estratégico e antidemocrático.
“Aqui no Mato Grosso está vindo um contrassenso. Assim, tudo errado da minha visão, me parece que é uma coisa de imposição. Imposição não prevalece no regime democrático, na democracia, não é isso? Eu acho que o que eles querem fazer, mas isso aí não vai dar certo”.
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Jayme questionou a necessidade de um rito formal prolongado quando, em sua visão, já existem nomes consolidados que deveriam ser apenas homologados.
“A convenção é pra fazer o quê? Só o rito processual em relação ao processo legal. Ele vai ser aprovado por aclamação, só tem um candidato. Como que precisa de convenção? A convenção é um rito que é obrigatório para que todos os partidos tenham naturalmente ali registros de possíveis candidatos que vão se apresentar”.
QUEDA DE BRAÇO PARTIDÁRIA
O impasse entre Jayme e Mauro Mendes arrasta-se há meses, marcado por uma intensa "queda de braço" pública entre a família Campos e o governador. Enquanto Mendes reafirma seu compromisso com Pivetta, baseando sua escolha na continuidade administrativa e em "resultados", Jayme e seu irmão, o deputado estadual Júlio Campos, defendem que o União Brasil não deve "receber candidato emprestado" e precisa ter protagonismo com um nome próprio ao Palácio Paiaguás.
A tensão escalou nos últimos meses com ameaças diretas à futura candidatura de Mendes ao Senado. Júlio Campos chegou a afirmar que o governador poderia sofrer uma derrota na convenção oficial, alegando ter o apoio de 33 dos 52 membros do diretório estadual para bancar o nome do irmão. Mauro Mendes, por sua vez, classificou as declarações de Júlio como "bobagem" e lamentou o que chamou de ataques pessoais, mantendo a data da convenção como o fórum definitivo para selar o destino das candidaturas e das coligações majoritárias.
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