O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rebateu as críticas dos deputados estaduais Lúdio Cabral e Valdir Barranco (PT) de que o projeto de Lei que autoriza o Governo de Mato Grosso a contratar um empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal seria “eleitoreiro”.
Ambos os parlamentares solicitaram pedido de vista ao projeto, durante sessão ordinária nesta quarta-feira (1°), adiando a votação que já obtém um prazo curto para aprovação, devido ao período de vedação eleitoral que inicia neste sábado (04).
Subindo o tom, Pivetta ressaltou que se o Governo do Estado fosse regido pelos petistas, na sua opinião, não obteria crédito “para nada”. Além disso, o gestor pontuou que o projeto é pautado na transparência e não tem relação com as eleições de 2026.
“Nós fizemos uma proposta com claros objetivos, são públicos, o Estado tem transparência na gestão, nós temos todos os nossos números, temos tanta transparência e os nossos números são tão bons que nós temos crédito para tomar isso, certamente se tivesse no governo do PT não teria crédito para nada”, declarou o governador, em coletiva realizada nesta quarta-feira (1°).
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Questionado se responderia à altura, Otaviano foi enfático ressaltando que as discussões dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) fazem parte do processo democrático.
“Eu não vou reagir, eu vou deixar eles discutirem, é normal que haja o debate na Assembleia”, afirmou.
ENTENDA
Encaminhada pessoalmente pelo governador, a proposta tem o objetivo de garantir a continuidade de investimentos em habitação e infraestrutura. Segundo o Governo do Estado, os recursos do financiamento servirão para substituir verbas que deixarão de existir no final deste ano, assegurando o cronograma de obras planejadas para o estado.
O financiamento, por meio do programa SER Família Habitação, planeja a construção de 60 mil casas populares para mato-grossenses que ainda não possuem moradia própria. No modelo proposto, a Caixa Econômica Federal financia o restante da obra enquanto o Governo do Estado participa com um subsídio de até R$ 35 mil por unidade habitacional.
Além do foco habitacional, o texto prevê a destinação de recursos para a atenção básica de saúde nos municípios e a construção de mil quilômetros de rodovias por ano, além de centenas de pontes.
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