O candidato a deputado estadual e ex-presidente do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT), Hugo Garcia (PSDB), negou ter cometido irregularidades nas movimentações financeiras investigadas pela Polícia Civil no âmbito da Operação Mandato Espúrio. Alvo de mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (25), ele classificou a acusação como injusta e afirmou que o caso está relacionado ao período eleitoral.
"Pode ter certeza que eu não fiz nada disso que estou sendo acusado, não preciso disso, e eu amo demais essa instituição que eu ajudei a levantar", declarou nas redes sociais
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Em vídeo publicado após a operação, Hugo afirmou que foi alvo de uma acusação que considera caluniosa e disse confiar no trabalho da defesa para esclarecer o caso.
"Todos vocês devem saber, pelos noticiários de todo o estado de Mato Grosso, que eu fui alvo de uma busca e apreensão por uma acusação injusta. Mas, enfim, o tempo vai mostrar isso. Meus advogados estão trabalhando para mostrar que isso foi uma acusação caluniosa", falou.
A investigação da Polícia Civil aponta que movimentações financeiras consideradas suspeitas no Imafir-MT ultrapassariam R$ 1 milhão. Conforme apurado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, uma das transferências, de quase R$ 774 mil, teria sido destinada a uma conta pessoal e a uma empresa pertencente ao então diretor executivo do instituto. Outra movimentação, de R$ 270 mil, teria como destino um escritório de advocacia.
Hugo, no entanto, afirmou que não praticou as irregularidades apontadas pela investigação e relacionou o episódio ao cenário eleitoral. Ao falar com apoiadores, disse que a política envolve disputas e que seguirá na campanha.
"Para cima, moçada. A política está aí e a política faz parte, é assim mesmo. Só aguenta os fortes", concluiu.
PSDB AVALIA CANDIDATURA
A operação também provocou reação dentro do PSDB. O presidente estadual da sigla, deputado Carlos Avallone, admitiu que a investigação gera desgaste para o partido e afirmou que a legenda vai analisar a permanência de Hugo na disputa pela Assembleia Legislativa. Avallone disse que ainda não havia conseguido conversar com o candidato e que pretende ouvir a executiva estadual, os demais candidatos e a defesa antes de tomar uma decisão.
O presidente do PSDB também não descartou uma eventual substituição de Hugo na chapa, mas ressaltou que a decisão dependerá da análise jurídica do caso e dos desdobramentos da investigação.
"Eu não posso dizer que vai haver uma substituição, porque nós vamos primeiro ouvir, vamos ver qual é a dimensão dessa operação e o que ela implica na posição de ser ou não ser deputado, para a gente poder tomar uma decisão", esclareceu Avallone.
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