O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) minimizou a ausência do senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no primeiro debate presidencial transmitido pela TV Band. Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (25), Brunini classificou a falta do aliado como uma escolha estratégica para evitar desgastes com potenciais apoiadores de segundo turno. Paralelamente, o prefeito direcionou duras críticas ao candidato Renan Santos (Missão), sugerindo que ele não passaria em um exame toxicológico, e elogiou a performance de Augusto Cury (Avante) ao abordar a pauta do autismo.
“Imagina que ele vá participar da discussão e, com a ausência do Lula, ele passa a ser o foco do ataque e ele vai ter que rebater esses candidatos. Aí, chega o segundo turno, ele vai precisar de ter o apoio desses candidatos, fica constrangedor. Então, eu acho que a melhor forma é não participar do debate e, no segundo turno, buscar o voto desses eleitores, porque eu acho que é melhor pra ele”, afirmou.
Brunini projetou que o eleitorado de candidatos conservadores ou moderados, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury, deve migrar naturalmente para a candidatura de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
“Chegando no segundo turno, o eleitor do Caiado não vai votar no Lula, o eleitor do Zema não vai votar no Lula, o eleitor do Renan, não sei, depende do ponto, do momento lá. Mas o eleitor do Augusto Cury também vai buscar um voto consciente. E a tendência é que esses eleitores devem direcionar o voto no segundo turno para o voto do Flávio Bolsonaro, potencializando o nome dele no segundo turno e fortalecendo ele para uma possibilidade”, disse.
Além de defender a ausência ‘estratégica’ de Flávio, Brunini questionou a integridade dos candidatos presentes no debate e defendeu a exigência de testes toxicológicos pela Justiça Eleitoral, direcionando a acusação nominalmente ao candidato Renan Santos.
“Sem falar que participar do debate agora vai criar lá, por exemplo, alguns candidatos lá que eu acho que não passariam no teste toxicológico. Por exemplo, o Renan, não sei se ele passaria no teste toxicológico. Assim como um candidato a governo aqui, eu acho que se fizer o teste toxicológico também não entra dentro do processo eleitoral. Mas, infelizmente, a Justiça Eleitoral não pede teste toxicológico para participar do processo eleitoral”.
Por outro lado, Abilio destacou de forma positiva a participação de Augusto Cury sugerindo que as propostas sociais apresentadas por ele, especialmente relativas à neurodivergência, deverão ser incorporadas pela campanha do PL no segundo turno.
“Mas a gente vê que existem candidatos bem-intencionados à discussão, eu vi lá uma discussão muito inteligente do Augusto Cury, sobre a questão dos neuro divergentes, a questão do autismo, eu achei que foi uma pauta bem interessante. O próprio Flávio provavelmente vai aderir a essa pauta do Augusto Cury e procurá-lo no segundo turno para trazer essa pauta, porque a Michele Bolsonaro, nós da direita, defendemos a causa do autismo, gritamos por ela”, concluiu.
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