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Cidades Terça-feira, 25 de Agosto de 2026, 18:20 - A | A

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Terça-feira, 25 de Agosto de 2026, 18h:20 - A | A

HNT ENTREVISTA

Fisioterapia pélvica pode ajudar mulheres a chegar ao orgasmo, afirma especialista

Segundo Julia Milhorança, o fortalecimento do assoalho pélvico melhora a circulação sanguínea, tratando a dor e melhorando a vida sexual das pacientes

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

ASSISTA AO HNT ENTREVISTA COM JULIA MILHORANÇA

A fisioterapia pélvica pode contribuir com a vida sexual das mulheres e, em alguns casos, favorecer a chegada ao orgasmo. Ao HNT Entrevista, a fisioterapeuta pélvica, Julia Milhorança, da Uropelv de Cuiabá, explicou que o trabalho envolve a musculatura do assoalho pélvico e também pode auxiliar mulheres que enfrentam dor durante a relação sexual.

Segundo a fisioterapeuta, algumas pacientes chegam ao consultório sem conseguir manter relações sexuais por causa da dor. Em situações mais severas, o desconforto também pode impedir a realização de exames ginecológicos ou o uso de absorventes internos.

"A paciente chega para a gente, muitas vezes, já sem conseguir ter relação sexual. Ela tentou ter relação e sentiu muita dor, até chegar ao ponto de não conseguir nenhum tipo de penetração", explicou.

Se não estámos bem, nada flui no sexo

De acordo com a especialista, a fisioterapia atua nessas disfunções e, especificamente na vida sexual, pode contribuir para aumentar o fluxo sanguíneo na região. Com o funcionamento adequado da musculatura, há maior circulação e oxigenação local, o que pode favorecer a sensibilidade.

Outro aspecto trabalhado durante as sessões é a consciência corporal. A paciente passa a identificar melhor as regiões em que sente dor, desconforto ou alterações, o que também pode contribuir para uma relação mais saudável com o próprio corpo.

Daniel Souza/TV HNT

Julia Milhorança

A fisioterapeuta pélvica, Julia Milhorança, no HNT Entrevista.

SAÚDE PÉLVICA E ORGASMO

Questionada se existe uma relação direta entre o fortalecimento e o bom funcionamento do assoalho pélvico e a capacidade de chegar ao orgasmo, a fisioterapeuta ponderou que o resultado depende de diferentes fatores. Conforme Julia, uma musculatura saudável, sozinha, não é suficiente em todos os casos. Alterações hormonais e fatores psicológicos também podem interferir na resposta sexual.

A especialista também destacou a influência do estado emocional na vida sexual. Para ela, o funcionamento do assoalho pélvico deve ser analisado dentro de um conjunto de fatores que envolvem o corpo e a mente.

"Normalmente, se a gente não está bem, nada flui no sexo também", disse.

Por isso, embora a fisioterapia pélvica possa contribuir para uma musculatura mais saudável e melhorar a sensibilidade da região, a especialista reforça que a resposta sexual não depende exclusivamente desse fator.

"É um conjunto de fatores. Mas, com certeza, se a pessoa também tiver um assoalho pélvico muito saudável, isso vai melhorar", concluiu.

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