O deputado federal Nelson Barbudo (Podemos) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiu as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que a medida representa uma interferência no processo eleitoral. Barbudo classificou como injusta a proibição do candidato à presidência e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), visitar o pai.
O deputado disse que a restrição não deveria ser aplicada a familiares de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Ele comparou a situação com o período em que o presidente Lula (PT) esteve preso e recebeu visitas de aliados e familiares.
"Eu acho uma injustiça o que a Justiça fez novamente. Com relação à proibição de visitas, não existe, a não ser em países onde há uma ditadura, nenhum país do mundo em que um filho possa ser impedido de visitar o pai na prisão", afirmou.
Segundo o deputado, a decisão também interfere no direito de manifestação de Bolsonaro. Barbudo questionou a necessidade de autorização judicial para visitas e criticou a proibição do ex-presidente manifestar seus posicionamentos.
"Ninguém pode ser proibido de se expressar. Está na Constituição", disse.
Barbudo também questionou o período de 90 dias pelo qual Flávio Bolsonaro está impedido de visitar o pai. Para o deputado, o prazo coincidiria com o fim do período eleitoral e poderia influenciar na disputa.
"É o prazo certinho para acabar as eleições. Depois não querem que se diga que o ministro está sendo parcial", ironizou.
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizou a retomada das visitas permanentes dos candidatos em Santa Catarina, ao Senado, Carlos Bolsonaro (PL-SC), e a deputado federal Jair Renan Bolsonaro (PL-SC). As demais visitas continuam dependendo de autorização prévia do STF.
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