Reprodução/Assessoria

O deputado estadual Carlos Avallone e o suplente de deputado estaduaal Hugo Garcia, ambos do PSDB.
O presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado estadual Carlos Avallone, admitiu que a Operação Mandato Espúrio provoca desgaste no partido e afirmou que a sigla vai avaliar a permanência da candidatura de Hugo Garcia (PSDB) à Assembleia Legislativa (ALMT). O candidato, que é suplente de deputado estadual, foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (25).
Avallone disse que ainda não conseguiu falar com Hugo e pretende reunir a executiva estadual e os demais candidatos antes de emitir uma posição oficial sobre o caso. Segundo ele, também será necessário analisar juridicamente a situação de Hugo e entender quais efeitos a investigação poderá ter sobre sua candidatura.
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"Uma operação sempre traz desgaste. Na dúvida, não podemos omitir isso, mas vamos aguardar. Ela aconteceu e sempre há um desdobramento. Vou aguardar esse desdobramento e conversar com todos os membros do partido para que ele possa emitir uma posição e tomar uma decisão sobre isso", afirmou.
O presidente do PSDB não descartou a possibilidade de substituir Hugo Garcia na disputa, mas ressaltou que a legenda deverá ouvir o candidato antes de tomar qualquer medida.
"Eu não posso dizer que vai haver uma substituição, porque nós vamos primeiro ouvir, vamos ver qual é a dimensão dessa operação e o que ela implica na posição de ser ou não ser deputado, para a gente poder tomar uma decisão", declarou.
OPERAÇÃO MANDATO ESPÚRIO
A Polícia Civil aponta que Hugo Garcia teria realizado movimentações financeiras irregulares no Imafir-MT. Conforme apurado pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, as transações consideradas suspeitas ultrapassariam R$ 1 milhão.
Uma das transferências, no valor de quase R$ 774 mil, teria sido realizada para uma conta pessoal e para uma empresa pertencente ao diretor executivo do instituto à época. Outra transferência, de R$ 270 mil, teria sido destinada a um escritório de advocacia.
As movimentações são investigadas pela Polícia Civil no âmbito da Operação Mandato Espúrio.
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