Os candidatos ao Senado por Mato Grosso declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receitas de campanha que variam de R$ 22 mil a R$ 324 mil nas prestações de contas parciais registradas até o momento. O produtor rural Antonio Galvan (Avante) lidera o ranking financeiro, com R$ 324 mil em receitas líquidas, seguido pela senadora Margareth Buzetti (PP), que soma R$ 202 mil.
Na sequência aparecem o deputado federal Zé Medeiros (PL), com R$ 100 mil; o empresário Mauro Mendes (União Brasil), com R$ 25 mil; e o senador Carlos Fávaro (PSD), com R$ 22 mil.
Apesar da diferença entre os valores arrecadados até agora, todos os candidatos que disputam as duas cadeiras de Mato Grosso no Senado estão submetidos ao mesmo teto de gastos no primeiro turno, fixado em R$ 3.811.887,03 por candidato.
Os dados mostram estratégias distintas de financiamento, que vão desde grandes doações de pessoas físicas até repasses partidários e investimentos com recursos próprios.
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Os candidatos Janaina Riva (MDB), Beny Godoy (Agir), Coronel Darwin (Democrata), Pedro Taques (PSD) e Professor Nelson Ferreira (Agir) não tinham registros financeiros na plataforma Divulgacand até o momento da consulta.
**RANKING LIDERADO POR ‘BARÃO DO AGRO’**
Antonio Galvan lidera a arrecadação com recursos exclusivamente provenientes de pessoas físicas. A campanha do candidato do Avante não registrou, até o momento, investimentos com recursos próprios nem repasses de fundos públicos do partido.
Dos R$ 324 mil arrecadados, 100% são provenientes de doações de terceiros. A receita está concentrada principalmente em três integrantes da família Bilibio: Fernando, Felipe e Rafael contribuíram com R$ 100 mil cada. Juntos, os três respondem por 92,58% da arrecadação de Galvan.
Margareth Buzetti aparece na segunda posição e é a única candidata da disputa a registrar recursos próprios. Dos R$ 202 mil arrecadados pela senadora, R$ 2 mil foram investidos por ela. Os outros R$ 200 mil vieram de uma única doação, feita por Lucas de Paula.
Zé Medeiros ocupa o terceiro lugar, também sustentado por uma única doação de grande valor. A campanha do deputado não declarou, até agora, uso de recursos próprios ou de fundos partidários. Os R$ 100 mil registrados por Medeiros foram doados integralmente pelo produtor rural e candidato a primeiro suplente na chapa, Odilio Balbinotti Filho (PL).
Mauro Mendes e Carlos Fávaro aparecem nas últimas posições do ranking, mas apresentam estratégias distintas. Mendes, com R$ 25 mil, estruturou a arrecadação exclusivamente com recursos partidários. Ele é, até o momento, o único candidato a receber 100% da receita de um partido, no caso, a Direção Estadual do União Brasil em Mato Grosso.
Fávaro, por sua vez, soma R$ 22 mil e concentra a maior parte dos recursos em receitas estimáveis em dinheiro, que chegam a R$ 20 mil e foram doadas por Djalma Silvestre Fernandes. Em recursos financeiros, o senador recebeu R$ 2 mil, divididos entre Wilson Gambogi Pinheiro Taques e Lucas de Liz Branco.
Os gastos contratados ainda são baixos entre as candidaturas. Galvan, por exemplo, liquidou R$ 38.646,79, quase todo o valor destinado à publicidade e ao impulsionamento na internet. Os dados indicam que as campanhas ainda estão em uma fase inicial de arrecadação e mantêm grande parte da estrutura financeira disponível para as próximas etapas da disputa.
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