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Política Domingo, 23 de Agosto de 2026, 16:40 - A | A

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"ENFIANDO GOELA ABAIXO"

Rafael Millas provoca PL e diz que Wellington não representa a direita

Candidato do partido Missão ao Governo defendeu a atuação dentro da democracia e apontou contradições no alinhamento ideológico do PL no estado

BIANCA MORTELARO
Da redação/Do local

HiperNotícias

RAFAEL MILLAS

O candidato ao Governo de Mato Grosso Rafael Millas (Missão) afirmou que sua legenda não possui caráter "anti-sistema", argumentando que a criação de um partido político formalizado representa a aceitação das regras do jogo democrático. Além de definir o posicionamento ideológico de sua sigla, Rafael teceu críticas à polarização partidária nacional, ao Partido Liberal e ao também adversário na disputa do Paiaguás, Wellington Fagundes (PL).

A declaração foi dada durante entrevista coletiva após o diálogo "Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso", evento promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), nesta quinta-feira (20).

“O Missão não é anti-sistema, porque eles formaram o Partido Político. A partir do momento que o Renan Santos e o MBL formam o Partido Político, a mensagem é: nós não negamos a política, nós não negamos o sistema. A diferença é, como é que vamos agir quando chegar lá? Quais serão os estímulos virtuosos para que não cometam os mesmos erros que essa classe política aí está cometendo”, explicou.

Millas criticou o uso de retóricas ideológicas simplistas que, segundo sua análise, servem para desviar a atenção do eleitorado mato-grossense das discussões reais sobre o desenvolvimento e os gargalos do estado.

“O que nós faremos diferente? Levar soluções e sair um pouco da dicotomia. ‘Olha o comunismo, olha o Bolsonaro’: esse papinho que não mudou a vida de ninguém e esses eleitos hoje do PL aqui do Mato Grosso passam enganando a população enquanto isso acontece. Então, o papel é extrair esse propósito real e não firulas”, afirmou.

Por fim, o candidato do Missão direcionou críticas à coerência e à composição de lideranças do Partido Liberal. Ele questionou a identidade de direita da sigla em Mato Grosso ao citar a indicação de Wellington Fagundes ao governo e o histórico judicial de Valdemar Costa Neto, dirigente nacional do PL.

“O PL pegou um cara, que é de esquerda, que é o Wellington Fagundes, enfiando goela abaixo, sendo que o presidente do partido do PL via nacional, que é o Valdemar Costa Neto, que foi preso no Mensalão duas vezes. Então, assim, isso é direita?”, finalizou.

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