A candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), declarou nesta quinta-feira (20) que não houve qualquer “movimento estratégico” com seu adversário político, o senador Wellington Fagundes (PL), durante o primeiro debate entre os candidatos ao Executivo estadual, promovido pelo site Primeira Página. A declaração foi feita em entrevista coletiva, após questionamentos sobre uma suposta articulação conjunta de oposição focada no atual governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos).
“Não houve nenhum movimento estratégico nesse sentido. Eu simplesmente fui e, como só éramos três, não tinha muita opção de fazer perguntas para ninguém. Enfim, a gente acabou fazendo daquele modelo, mas não houve nenhum acerto estratégico para isso”, destacou a candidata.
LEIA MAIS: Primeiro debate é marcado por troca de ataques e pedido de impugnação
A suspeita de um alinhamento surgiu devido ao direcionamento das críticas e perguntas de Natasha e Wellington contra a gestão de Pivetta durante a transmissão do programa. A candidata explicou que o principal objetivo de sua participação no encontro de estreia era se apresentar ao eleitorado.
“E a gente está aqui para discutir, para debater. E lá naquele debate, que foi o primeiro, a ideia era me apresentar. As pessoas precisam ter curiosidade de saber quem é a doutora Natasha, essa mulher, essa médica, essa mãe, essa empresária, professora”, afirmou.
Na sequência, a médica justificou a necessidade de abordar os problemas éticos enfrentados pela atual administração, embora admita que o rumo das discussões tenha tomado contornos mais agressivos devido à situação política do Estado.
“Infelizmente acabou lá descambando por uma série de coisas. Mas não dá para a gente não falar também dos escândalos que estão, da descabida corrupção e do mar de escândalos que está o nosso Estado. Então não tinha como não falar também”.
Para rebater a tese de que estaria poupando o senador Wellington Fagundes, Natasha relembrou o momento do próprio debate em que fez duras críticas ao parlamentar do PL, sugerindo que ele deveria permanecer no cargo legislativo em Brasília em vez de disputar o governo estadual.
“Mas não houve nenhum movimento estratégico nesse sentido, tanto que eu coloquei lá. Eu falei, senador Wellington, que o senhor fique em Brasília, que ninguém quer o Mauro Carvalho, que é o seu primeiro suplente no Senado e foi até semana passada o secretário da Casa Civil, o secretário mais poderoso do Estado. Então, que se mantenha tudo como está e que Mato Grosso eleja a primeira mulher governadora”, finalizou.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










