A manifestação ocorre após os Estados Unidos imporem, a partir da madrugada deste sábado, 22, tarifas de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses.
O governo canadense prometeu anunciar nos próximos dias ações adicionais de apoio aos setores afetados, em complemento a quase US$ 25 bilhões em medidas adotadas nos últimos 18 meses.
O primeiro-ministro também destacou a estratégia de fortalecer a economia doméstica e diversificar parcerias externas, citando investimentos em infraestrutura e a ampliação de mercados para exportações fora dos EUA.
Em comunicado, Carney disse que o governo buscava preservar o acesso isento de tarifas ao mercado americano para a maioria das empresas canadenses, dar mais estabilidade à relação bilateral e reduzir de forma significativa as alíquotas sobre setores estratégicos, além de proteger pequenas e médias companhias e manter a soberania do país nas decisões econômicas.
Segundo o premiê, os EUA mudaram e passaram a reconfigurar relações comerciais ao impor tarifas inclusive a aliados, em uma postura de cobrança pelo acesso ao mercado americano. "Embora avanços recentes tenham melhorado a posição canadense, eles não foram suficientes para atender aos objetivos do país", disse.
Carney informou ter ordenado o retorno dos negociadores a Ottawa e declarou que a ruptura ocorreu porque os novos termos colocaram em dúvida a confiabilidade de qualquer acordo. Segundo o ministro, o Canadá não aceitaria um entendimento a qualquer preço ou dentro de um prazo imposto.
(Com Agência Estado)
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