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Polícia Terça-feira, 25 de Agosto de 2026, 10:46 - A | A

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Terça-feira, 25 de Agosto de 2026, 10h:46 - A | A

MANDATO ESPÚRIO

Candidato alvo de operação já foi denunciado por violência e preso por embriaguez

Hugo Garcia, ex-presidente do Imafir-MT, é investigado por movimentações financeiras que, segundo a Polícia Civil, ultrapassam R$ 1 milhão

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

Reprodução/ALMT

hugo garcia

O candidato a deputado estadual e ex-presidente do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT), Hugo Garcia (PSDB), alvo da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25) pela Polícia Civil, já foi denunciado por violência doméstica e preso por dirigir sob efeito de álcool.

A ex-esposa de Hugo Garcia conviveu com o candidato por 21 anos. Em fevereiro de 2024, ela registrou um boletim de ocorrência em uma delegacia de Nova Mutum (240 km de Cuiabá), onde o ex-casal morava, relatando supostas agressões físicas e psicológicas. Na ocasião, a mulher também solicitou uma medida protetiva contra Hugo.

LEIA MAIS: Candidato à ALMT e ex-secretário são alvos de operação por desvio milionário no Imafir

Em setembro do mesmo ano, Hugo foi preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool. À época, ele ocupava o mandato de deputado estadual no lugar de Valmir Moretto (Republicanos).

Segundo informações da ocorrência, Hugo dirigia um Porsche Cayenne e teria tentado trocar de lugar com o passageiro para evitar a autuação.

Conforme a Polícia Militar, o então deputado se recusou a realizar o teste do bafômetro, estava exaltado e apresentava dificuldades para caminhar e falar.

OPERAÇÃO MANDATO ESPÚRIO

A Polícia Civil aponta que Hugo Garcia teria realizado movimentações financeiras irregulares no Imafir-MT. Conforme apurado pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, as transações consideradas suspeitas ultrapassariam R$ 1 milhão.

Uma das transferências, no valor de quase R$ 774 mil, teria sido realizada para uma conta pessoal e para uma empresa pertencente ao diretor executivo do instituto à época. Outra transferência, de R$ 270 mil, teria sido destinada a um escritório de advocacia.

As movimentações são investigadas pela Polícia Civil no âmbito da Operação Mandato Espúrio.

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