Domingo, 09 de Agosto de 2020, 11h:04

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Fávaro lidera lista de senadores de MT que mais gastaram com publicidade

Por: WELLYNGTON SOUZA E RAYNNA NICOLAS

Em quase quatro meses de mandato, o senador interino Carlos Fávaro (PSD) já gastou mais de R$ 50 mil em divulgação da atividade parlamentar. O valor é sete vezes superior ao do senador eleito por Mato Grosso Jayme Campos (DEM) e a disparidade é ainda maior quando considerados os gastos do senador Wellington Fagundes (PL), que dedicou apenas R$ 2,5 mil à publicidade. 

Alan Cosme/HiperNoticias

carlos favaro

 

Dentre os senadores mato-grossenses, Fávaro é quem mais utilizou do recurso da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) em 2020, segundo os dados do Portal Transparência do Senado. A maior parte, com publicidade. 

A prioridade de empregar os recursos em divulgação se explica pelo ânseio do interino em se manter no cargo. Fávaro assumiu a cadeira de senador interinamente, após liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), no lugar da senadora cassada, Selma Arruda (Podemos).

Selma foi eleita como a mais votada em 2018, mas perdeu o cargo por abuso de poder econômico e caixa 2. Fávaro, por sua vez, ficou em terceiro lugar no pleito e foi beneficiado pela briga judicial. Agora, o interino busca vencer nas urnas. 

Mirando as eleições, Fávaro gastou, somente com impulsionamentos no Facebook, a quantia de R$ 24,7 mil. Com a Monteiro Assessoria de Imprensa e Comunicação LTDA, o senador interino empregou mais de R$ 18 mil reais. Dentre outras despesas, como a contratação de uma produtora de vídeos, os gastos de Fávaro com publicidade somam R$ 51.510,20. 

Os dados do Portal Transparência do Senado consideram apenas os meses de abril, maio e junho. Isto é, em três meses, Fávaro acumulou gastos, só com publicidade, que equivalem a 48 salários minímos. 

Por outro lado, o democrata Jayme Campos utilizou R$ 7 mil com divulgação da atividade parlamentar. Enquanto que o senador do Partido Liberal, Wellington Fagundes foi o que menos gastou com publicidade, sendo investido apenas R$ 2,5 mil. 

Eleição suspensa

A eleição suplementar, marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) para ocorrer no dia 26 de abril, foi determinada após a cassação da então senadora Selma Arruda (Podemos). Em dezembro do ano passado, ela foi cassada por prática de caixa dois e abuso de poder econômico.

Na ocasião, Fávaro tinha se lançado ao cargo ao lado da empresária Margareth Buzetti (Progressistas) como 1ª suplente e o vereador rondonopolitano Hélio Pichioni (PSD), na segunda suplência. 

LEIA MAIS: STF concede liminar ao Governo e Carlos Fávaro pode assumir vaga de senador

Em março, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Rosa Weber acatou um pedido do governador Mauro Mendes (DEM) e suspendeu o pleito levando em consideração à pandemia da Covid-19.

TSE define data

Em decisão assinada em julho, o ministro e presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, deferiu pedido do TRE para que a eleição suplementar fosse realizada junto às eleições municipais, em 15 de novembro.

No pedido, o TRE destaca que a medida implicará drástica redução de gastos e representa menos risco de contágio do coronavírus, uma vez que os eleitores só comparecerão uma vez às urnas.

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