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Política Terça-feira, 19 de Abril de 2016, 08:41 - A | A

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Terça-feira, 19 de Abril de 2016, 08h:41 - A | A

IMPEACHMENT

Fagundes fala em cautela, mas vê Dilma sem condições de governabilidade

FERNANDA ESCOUTO

O senador Wellington Fagundes (PR) afirmou que o resultado da votação na Câmara dos Deputados, no último domingo (17), mostrou que o governo Dilma Rousseff (PT) não tem mais governabilidade, mas garante que o Senado irá ter cautela ao analisar o pedido de impeachment da presidente.

 

Assessoria

Dilma Roussef/Wellington Fagundes

Fagundes vê dificuldade de Dilma continuar no poder sem apoio de pelo menos um terço da Câmara: "manter um governo sangrando é muito difícil"

Em entrevista à rádio CBN Cuiabá nesta segunda-feira (18), o senador disse que o governo está vulnerável e se mostra sem resistência para continuar, ainda mais depois do resultado na Câmara, que, segundo ele, agravou a situação da presidente.

 

“Um governo que não consegue o apoio de um terço da Câmara dos Deputados, está numa situação de muita dificuldade. O impeachment está na Constituição, portanto é democrático. Um direito fundamental de um governante é a possibilidade de governabilidade”, disse.

 

A abertura do processo de impeachment contra Dilma foi autorizada pela Casa com 367 votos favoráveis, 137 contra, sete abstenções e dois ausentes. Entre os parlamentares que representam Mato Grosso, apenas dois votaram a favor do governo.

 

“Independente do governo, ele tem que ter apoio para a governabilidade. Manter um governo sangrando, que não consegue ter reação pra votar as matérias que são de interesse do país, é muito difícil”, ressaltou.

 

Apesar de afirmar que a petista enfrenta um grande problema, Wellington garante que o Senado analisará com cuidado o processo de impeachment. A apreciação da denúncia apresentada contra Dilma deve começar ainda neste mês.

 

Gabriel Soares / Hipernotícias

wellington fagundes / deputado federal / PR

 

Inicialmente, os senadores votarão para dizer se concordam ou não com a instauração do processo. Uma comissão com 21 membros será formada em até dois dias e terá mais dez dias úteis de prazo para emitir um parecer. Segundo Fagundes, caberá a ele definir quem representará o PR na comissão montada para avaliar o pedido de afastamento.

 

“Já está marcado para que a gente faça uma reunião amanhã (19), o presidente Renan [Calheiros] já chamou os líderes, provavelmente amanhã estaremos discutindo a formação dessa comissão. Temos um prazo”.

 

O representante de Mato Grosso pontua que o processo é técnico, porém outros critérios devem ser levados em conta.

 

“Vamos analisar a  motivação do processo de impeachment, que são as pedaladas e também o sentimento das pessoas, sentimento da rua, sentimento se deve ou não afastá-la pelos motivos políticos”, esclareceu Wellington, destacando que o Senado é uma Casa madura.

 

Questionado sobre o motivo que teria levado Dilma para essa situação, o senador afirma que a presidente vem perdendo o apoio da base ao longo do tempo.

 

“Ela sempre foi muito dura, de poucas relações, ela acabou criando uma barreira. Mesmo com os líderes ela falava de uma forma ditatorial. Um governo é feito com partidos, mas também é feito com os parlamentares, e aí é fundamental a palavra”.

 

Por fim, ainda em entrevista à rádio, o republicano defende que haja uma boa articulação política para que o Brasil também possa se livrar da crise econômica.

 

“Se não tem paz em casa, como é que você vai sair para poder demonstrar a solidez, demonstrar que você tem capacidade de receber investimento. Por isso, a crise política acaba agravando muito mais a econômica”, finalizou. 

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