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Política Sexta-feira, 24 de Abril de 2026, 21:24 - A | A

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Sexta-feira, 24 de Abril de 2026, 21h:24 - A | A

SAÚDE PÚBLICA

Deputado denuncia que Cuiabá perde acesso ao Fila Zero por briga política, mas prefeitura celebra programa

Denúncia aponta exclusão da capital do consórcio; prefeitura celebra avanços e aposta em mutirões e credenciamento privado

DA REDAÇÃO

Menos de 24 horas após o Governo do Estado anunciar a nova etapa do Programa Fila Zero, com R$ 400 milhões destinados a cirurgias eletivas, a inclusão de Cuiabá no projeto tornou-se alvo de controvérsia.

De um lado, o deputado estadual Enfermeiro Dejamir (PSDB), presidente licenciado do Sindicato dos Enfermeiros de Mato Grosso, afirma que a capital está fora do eixo principal do programa por não integrar o Consórcio de Saúde do Vale do Rio Cuiabá. Do outro, a Prefeitura divulgou nota oficial celebrando a iniciativa e destacando avanços para a rede municipal.

A denúncia do deputado

Em entrevista, Dejamir declarou que a saída de Cuiabá do consórcio, no início da gestão do prefeito Abílio Brunini (PL), impede a cidade de acessar diretamente os recursos e benefícios do programa:

“Cuiabá, infelizmente, desde que o prefeito assumiu, ele saiu do consórcio, porque ele tem uma indisposição com o presidente do consórcio. E, por conta dessa tratativa, Cuiabá deixou do consórcio, saiu desse consórcio, e não estando no consórcio, não tem como participar do programa Fila Zero, seja para cirurgia, seja para aquisição de materiais e medicamentos hospitalares.”

Segundo o parlamentar, a ausência das atas de registro de preços já licitadas pelo consórcio obriga a Secretaria Municipal de Saúde a abrir processos próprios de compra, o que atrasa o abastecimento da rede. Ele comparou a situação com Várzea Grande, que estaria realizando procedimentos em hospitais credenciados por estar vinculada ao programa.

“Várzea Grande opera aqui no Agamenon, Várzea Grande opera no Hospital Ortopédico, porque está aderido ao Fila Zero. Cuiabá não opera ninguém no Agamenon e nem no Hospital Ortopédico, porque não faz parte desse consórcio intermunicipal de saúde.”

Dejamir também atribuiu a decisão a questões políticas:

“O fato de ele não gostar do presidente do consórcio, o fato de ele não gostar do presidente da república, ele está atrapalhando e causando um caos na vida da população. [...] Problemas pessoais todo mundo tem, mas isso não quer dizer que ele tem o direito de oprimir a população quando ele nega o atendimento de forma velada à população cuiabana.”

O deputado informou que pretende levar o tema ao governador Otaviano Pivetta, a quem chamou de “pai do Fila Zero”, para tentar convencer o prefeito a retomar a adesão ao consórcio.

A resposta da Prefeitura

Em nota oficial, a Prefeitura de Cuiabá destacou a participação da secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, no lançamento do programa no Palácio Paiaguás.

“Para Cuiabá, esse programa representa um avanço importante na ampliação do acesso à assistência especializada. A iniciativa fortalece a rede municipal de saúde e garante mais agilidade no atendimento à população cuiabana”, afirmou a secretária.

A gestão municipal avalia que áreas críticas, como assistência vascular e otorrinolaringologia, devem ser diretamente beneficiadas pela nova tabela estadual do SUS, mais atrativa que a nacional, e pela abertura de leitos privados.

CONFIRA;

Estrutura do programa

O Fila Zero 3.0 prevê três frentes de atuação:

- R$ 200 milhões para novas propostas e tabela estadual do SUS, vinculadas a consórcios;

- R$ 100 milhões para credenciamento direto de unidades privadas;

- R$ 100 milhões para mutirões de cirurgias na rede estadual.

Na prática, Cuiabá pode acessar os eixos de credenciamento privado e mutirões estaduais, mas fica fora do eixo principal, que concentra metade dos recursos e historicamente responde pela maior parte dos procedimentos já realizados.

O impacto para a capital

Cuiabá concentra a maior demanda por cirurgias eletivas do estado. Em 2025, a fila por procedimentos vasculares na cidade remontava a 2016, com cerca de 16 mil pacientes à espera. A secretária Deisi Bocalon afirmou que espera zerar esse passivo com o novo programa.

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