Quinta-feira, 03 de Setembro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Política Quinta-feira, 03 de Setembro de 2026, 14:47 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quinta-feira, 03 de Setembro de 2026, 14h:47 - A | A

FOGO CRUZADO

Debate de candidatos ao Senado tem confronto direto entre esquerda e direita

Candidatos trocaram acusações sobre emendas parlamentares, corrupção e atuação do Judiciário durante encontro que reuniu nomes da direita e da esquerda na disputa por duas vagas ao Senado.

RAYNNA NICOLAS
Da Redação

G1-MT

DEBATE SENADO G1

Esquerda e direita protagonizaram um confronto direto no debate entre os candidatos ao Senado mediado pelo portal G1 Mato Grosso nesta quinta-feira (3). Compareceram ao encontro apenas Antônio Galvan (Avante) e José Medeiros (PL) — representantes da direita — além de Pedro Taques (PSB) e Carlos Fávaro, candidato à reeleição pelo PSD, ambos alinhados à coalisão da esquerda. 

Os candidatos abriram o debate falando sobre a relação entre os poderes. Enquanto Fávaro fez um discurso mais ameno, defendendo a transparência e as investigações em todos os poderes, Taques foi mais contundente e teceu críticas à atuação do Congresso, do Executivo e do Judiciário, citando explicitamente o caso do Banco Master, que envolve o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.  

Os candidatos mais à direita também fizeram críticas categórias à atuação do Judiciário no Congresso Nacional. Antônio Galvan chegou a chamar os atuais senadores, inclusive Fávaro, de "covardes" por não adotarem providências contra os excessos.

Além da relação entre os poderes, os candidatos discutiram sobre comércio exterior, o Sistema Único de Saúde (SUS), emendas parlamentares, segurança pública e infraestrutura e logística.

A discussão sobre as emendas parlamentares também expôs a polarização do debate. Fávaro abriu a rodada falando sobre as emendas destinadas por ele a obras estruturantes em Mato Grosso. Se posicionou também contra as emendas secretas. Taques também reconheceu a importância das emendas com participação popular, mas prometeu fiscalizar a aplicação do dinheiro, caso volte ao Senado. 

Galvan, por sua vez, se referiu às emendas de "perversidade" e disse que prefeitos e vereadores se tornaram "esmoleiros" de parlamentares. Também alegou que Brasília se tornou um "balcão de negócios", defendeu que os recursos sejam diretamente aplicados nos municípios e cutucou Fávaro, falando sobre o montante milionário de emendas citado pelo adversário. 

Medeiros foi na mesma linha, acusando Fávaro de, na condição de ministro da Agricultura, ter "tomado" as emendas de outros parlamentares e reposto o caixa com o seguro do Plano Safra. Segundo Medeiros, o "esquema" foi revelado a ele durante uma conversa com o Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados. 

Fávaro falou na sequência, mas não se defendeu diretamente do ataque. O candidato apenas reafirmou a transparência das suas destinações. Galvan usou mais tempo para fazer coro com Medeiros e defender o colega da direita, reconhecendo que o adversário não teria cobrado propina para destinar os recursos, ao contrário de outros políticos. Voltou a fazer também fala em defesa do fim das emendas parlamentares que, segundo ele, "escravizam" os prefeitos. 

Pedro Taques atacou Medeiros por fazer "fuxico" contra Fávaro: "Eu quando sei de um ato que é de corrupção eu denuncio, não fico com mexirico, com fuxico, o candidato José Medeiros escutou do presidente, mas tomou alguma providência? Não adianta ficarmos com denuncismo e não tomarmos providências. Parabéns se o Medeiros denunciou, temos que denunciar", disse. 

Medeiros respondeu, disse que acionou o Tribunal de Contas da União (TCU). Em seguida, se direcionou a Galvan, para defender que as emendas são importantes para que os municípios tenham a quem recorrer, principalmente os mais pobres. Galvan replicou, para ele existem outros mecanismos para fazer chegar os recursos e frear a corrupção. 

Taques encerrou a rodada falando sobre "corrupção das prioridades" e, novamente, dirigiu ataque a Medeiros questionando o adversário sobre um projeto de autoria de Medeiros que proíbe investigações a candidatos no período de seis meses que antecedem o pleito eleitoral. 

Depois de discutirem emendas parlamentares, os candidatos foram liberados para falar de tema livre.

Os candidatos Mauro Mendes (UB), Janaina Riva (MDB) e Margareth Buzetti (PP) não compareceram.

 

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros