O faccionado Pablo da Silva Santos, de 19 anos de idade, foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (3), em Juscimeira (a 160 km de Cuiabá) no âmbito da Operação Death List. Ele é investigado por criar "listas da morte" com nomes de pessoas que deveriam ser executadas pelo Comando Vermelho e atuar como um espécie de social mídia da facção.
Segundo a investigação, o jovem publicava fotos e nomes, apelido e cidade de residência de supostos integrantes da facção rival, o PCC (Primeiro Comando da Capital), "decretadas" para morrer no estado de Mato Grosso do Sul. Duas pessoas que aparecem nas publicações foram posteriormente assassinadas, uma delas juntamente da filha, de 3 anos.
A identificação do responsável pelo perfil decorreu de trabalho de análise e investigações no meio digital. O conjunto de elementos permitiu vincular os perfil do faccionado na plataforma do Instagram e Tik Tok, mesmo com as sucessivas tentativas de apagamento de rastros digitais.
No cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão, foram apreendidos celulares, que serão submetidos à extração de dados e análise forense. O faccionado deve responder por favorecimento ao domínio social estruturado, crime de natureza hedionda, com pena que vai de 12 a 20 anos, e também ameaça.
A Operação foi deflagrada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e contou com apoio da Polícia Militar de Mato Grosso. A atuação integra a estratégia institucional do MPMS de combate às organizações criminosas no ambiente digital, onde a exibição de poder territorial e a intimidação de rivais migraram para as redes sociais.
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