ASSISTA AO #EP DO HNT ENTREVISTA COM RAFAEL IACOVACCI
O presidente do Novo em Mato Grosso, Rafael Iacovacci, afirmou ao HNT Entrevista que a crise entre o partido e o PL, que ameaça a continuidade da aliança em torno da candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo, foi provocada, principalmente, por dificuldades de estrutura para as campanhas proporcionais.
Segundo Iacovacci, houve problemas relacionados a prazos de gráficas para distribuição de material, os 'santinhos', e definição das contrapartidas esperadas do PL, principal aliado do Novo na coligação.
Houve uma série de problemas
"É natural, numa coligação, os partidos se ajudarem. E foi isso que aconteceu com a gente em Cuiabá, especificamente, quando fizemos a dobradinha Novo-PL", explicou Iacovacci.
O presidente do Novo reconheceu ainda que faltou diálogo entre as lideranças durante o período de maior tensão. De acordo com ele, a agenda dos dirigentes dificulta encontros frequentes, o que acabou ampliando os ruídos dentro da aliança.
"Houve uma série de problemas que são naturais de qualquer campanha", minimizou. "Gráfica atrasada, recurso que não vem dentro do prazo que você espera. E isso, para o candidato, também é muito complicado, porque você precisa de toda uma logística, principalmente, pelo tamanho de Mato Grosso", emendou.
Iacovacci relatou que, diante dos problemas, candidatos do Novo solicitaram uma reunião para cobrar informações e esclarecer como seria conduzida a relação com o PL. O encontro, realizado nesta quinta-feira (17), ajudou a reduzir o desgaste entre os partidos.
Gráfica atrasada, recurso que não vem dentro do prazo que você espera
"Foi até bom ter acontecido, porque, a partir desse momento, começaremos a fazer mais reuniões", falou.
Sobre a distribuição de 'santinhos', Iacovacci afirmou que a dificuldade não estava necessariamente na ausência de recursos do fundo eleitoral, mas na capacidade das gráficas de atender à demanda no prazo esperado. Segundo ele, o problema atingiu candidatos dos dois partidos.
O dirigente afirmou que a produção foi organizada conjuntamente entre Novo e PL e citou as dificuldades logísticas de Mato Grosso como um dos fatores que encarecem e tornam mais complexa a operação das campanhas.
"Os outros partidos, de fato, não têm recurso e, normalmente, a nacional não costuma passar recurso para Mato Grosso. Porque, quando a gente analisa como um todo a quantidade de eleitores que tem Mato Grosso comparada ao Brasil, a logística de Mato Grosso é muito cara", pontuou.
Como exemplo, Iacovacci comparou os deslocamentos no estado com a realidade de unidades federativas territorialmente menores. "Você com uma caminhonete, para encher o tanque dela e correr Mato Grosso, você está morto, né? Você não consegue", disse.
Faltava diálogo
Conforme o presidente do Novo, parte do material já havia sido distribuída e uma nova leva estava em produção durante a entrevista. Ele classificou o episódio como uma questão pontual e afirmou que o principal aprendizado foi a necessidade de ampliar o diálogo entre os partidos.
"Conseguimos entender que era uma questão pontual: faltava diálogo, faltava também o entendimento da contrapartida do PL, que é o principal aliado", concluiu.
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