A Câmara Municipal de Várzea Grande adiou a sessão ordinária prevista para esta terça-feira (12) para realização de uma varredura técnica e inspeção nas dependências da Casa de Leis, em meio às recentes denúncias envolvendo supostos equipamentos de escuta clandestina em gabinetes de parlamentares e na estrutura da administração municipal.
De acordo com nota oficial divulgada pelo Legislativo municipal, a ação será conduzida pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Contrainteligência (GECOI), após solicitação encaminhada pela Secretaria Legislativa de Gestão e Planejamento da Câmara.
LEIA MAIS: Gabinete de Bruno Rios passa por perícia após vereador encontrar escuta; veja vídeo
Segundo o comunicado, o procedimento ocorrerá às 9h e tem como objetivo “averiguar eventuais riscos e possíveis dispositivos que possam comprometer a segurança institucional e o pleno funcionamento das atividades legislativas”.
A Câmara afirmou ainda que a medida busca garantir “a transparência, a segurança dos parlamentares, servidores e da população que acompanha os trabalhos do Legislativo Municipal”. Com isso, a sessão ordinária foi remarcada para o próximo dia 19 de maio, no mesmo horário e local regimental.
O adiamento ocorre após o líder do governo na Câmara, Bruno Rios, denunciar a existência de um suposto equipamento de escuta em seu gabinete. O local passou por perícia da Polícia Civil na última sexta-feira (8), após o parlamentar registrar boletim de ocorrência e informar que levaria o caso ao Ministério Público.
LEIA MAIS: Câmara de VG diz que pediu varredura à Secretaria de Segurança para apurar arapongagem
Em nota divulgada anteriormente, a Câmara de Várzea Grande informou que já havia solicitado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) uma varredura técnica para investigar possível “arapongagem” dentro da Casa de Leis. O Legislativo afirmou ainda que o assunto vinha sendo tratado internamente antes mesmo da denúncia feita por Bruno Rios.
O episódio é o segundo caso recente envolvendo suspeitas de escutas clandestinas ligadas ao ambiente político de Várzea Grande. Em abril, a prefeita Flávia Moretti afirmou ter encontrado um dispositivo semelhante em sua mesa de trabalho, caso que passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








