O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, comentou a polêmica envolvendo a marca Ypê após o recolhimento de lotes de produtos determinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e afirmou que pretende consumir mais itens da empresa.
A declaração foi dada em meio à repercussão nacional sobre a decisão da Anvisa, que apontou risco de contaminação microbiológica em lotes específicos de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca.
“Agora, diante dessa propaganda tão positiva aí, nós vamos consumir um pouco mais o produto da Ypê, que vai ajudar esse pessoal aí a superar essas adversidades”, declarou o prefeito.
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Abilio afirmou ainda que o debate em torno da marca ganhou contornos políticos e disse acreditar que consumidores passaram a levar em consideração o posicionamento ideológico das empresas na hora de comprar produtos.
“Parece que virou política comprar produto agora, né? [...] Na hora de você consumir um produto, você pensa de que lado esse comerciante, esse fornecedor está”, disse.
O prefeito também relatou que utiliza detergentes da marca em casa e afirmou que nunca teve preocupação com relação à fabricante.
“Eu comprovo que não tenho irregularidade com a marca. Lavando louça em casa, lavando mamadeira das minhas crianças. A cozinha geralmente sou eu que cuido lá em casa”, comentou.
A fala de Abilio ocorre após políticos, influenciadores e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passarem a defender publicamente a Ypê nas redes sociais após a medida da Anvisa.
A polêmica ganhou força depois que aliados da direita passaram a insinuar, sem apresentar provas, que a decisão teria motivação política. A narrativa foi impulsionada por nomes como Nikolas Ferreira, Michelle Bolsonaro e pelo vereador cuiabano Rafael Ranalli.
A Anvisa informou que o recolhimento envolve apenas lotes com numeração final “1” e reforçou que a medida foi tomada após identificação de falhas em procedimentos de controle de qualidade e possível risco envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa.
A Ypê, por sua vez, contesta a decisão, afirma que os produtos são seguros e informou que recorreu administrativamente da determinação da agência.
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